Brasileira vence maior feira de ciências do mundo e dará nome a asteroide

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Divulgação/IFRS

Uma brasileira destacou-se em uma das feiras de Ciências mais famosas do mundo. A jovem Juliana Davoglio Estradioto, de Osório, no Rio Grande do Sul, ganhou o primeiro lugar na categoria Ciências dos Materiais na Intel International Science and Engineering Fair (Isef), em Phoenix, Estados Unidos.

Eram mais de 1.800 estudantes do Ensino Médio do mundo inteiro ali, e Juliana conquistou o título com uma pesquisa sobre o uso de resíduos de macadâmia para a confecção de uma membrana biodegradável, com finalidade médica. E a vitória garantiu que ela possa colocar o nome em um asteroide.

Legal, né?

Jovem ganha 1º lugar em maior feira de Ciências do Mundo

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Divulgação/IFRS

Com uma pesquisa sobre o uso da casquinha da noz da macadâmia para criar membranas de celulose, Juliana Davoglio Estradioto conquistou o primeiro lugar em uma categoria da Isef, maior feira de Ciências pré-universitária do mundo.

Ela é a primeira brasileira a levar esse título para casa, e a terceira a vencer dentro do evento.

Batizar um asteroide

Além de um prêmio de 3 mil dólares (pouco mais de R$ 12 mil), a estudante poderá batizar com seu nome um asteroide. A possibilidade é dada por causa de parceria da Isef com o famoso Massachusetts Institute of Technology (MIT) - Lincoln Laboratory e se estende a todos os alunos que ficam em primeiro lugar em competições científicas cadastradas.

"Isso é doido demais! Esses asteroides têm nomes como Einstein, Marie Curie...É muito elegante", brincou a estudante em entrevista a Instituição Federal onde estuda.

O mais legal é ver o quanto ela ficou feliz ao ver seu nome ser anunciado entre os alunos vencedores:

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Divulgação/IFRS

Uso inovador de casca de macadâmia

Juliana desenvolveu seu trabalho como aluna do curso Técnico de Administração Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), sob orientação da professora Flávia Twardowski (que aparece na foto abaixo com ela) e coorientação do professor Thiago Maduro.

Ela usou a casca da noz macadâmia em farinha, que serviu de alimento para micro-organismos que, por sua vez, produzem membranas.

Esse material pode ser usado para fazer curativos - a mesma ideia do uso de pele de peixe para tratar queimaduras - ou para fazer embalagens em que donos podem recolhimento fezes de cachorro, em vez de usar saquinhos plásticos.

A pesquisa de Juliana também dá um novo destino ao que sobra da macadâmia, pois o processamento da noz gera 75% de resíduos, "que acabam indo para os aterros sanitários orgânico ou são queimados para produção de energia".

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Divulgação/IFRS

De fato, o céu é o limite para Juliana, e estamos torcendo por sua carreira na Ciência!

Ciência superando limites