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Fim das obturações? Cientistas descobrem substância capaz de regenerar os dentes

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Lighthunter / Shutterstock

Uma recente pesquisa publicada pela revista especializada Scientific Reports e realizada pela universidade King's College London, testou, em roedores, uma substância que, ao que tudo indica, poderá ser o fim das obturações dentárias. Isso porque eles desenvolveram uma substância que ativa as células-tronco numa camada inferior do dente, acelerando a recuperação natural.

Substância regenera dente

Abaixo do esmalte do dente existe uma outra camada chamada de dentina, que nada mais é que um mineral dental. Quando o dente sofre um dano como a cárie, por exemplo, pode haver uma perfuração até essa camada. Para se recuperar, entram em ação as dentinas reparadoras.

Mas aí existe um problema: dentes humanos tem uma capacidade muito reduzida de recuperação justamente pela baixa produção de dentinas reparadoras. Quase nunca elas são suficientes para cobrir todo o dano dentário causado, e somos obrigados a realizar as obturações.

Batizada de Tideglusib, a substância é um composto usado em medicamentos para tratamento de Alzheimer. De acordo com a pesquisa, ela estimula as células-tronco da polpa do dente, que se transformarão na nova dentina. 

"A dentina reparadora produzida forma uma fina faixa dessa mesma substância [dentina], que serve para proteger a polpa da infecção, selando-a do ambiente externo", explicou a equipe no estudo. Esse mecanismo natural de reparação dentária teve resultados "completo, eficaz e natural" ao tampar buracos de dentes de ratos.

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asbe/istock

Como substância foi aplicada? 

Uma esponja embebida com a substância é colocada para preencher o buraco de uma cárie. A medida que o tempo passa, o objeto vai se desgastando porque se trata de uma esponja biodegradável. 

Ao se degradar, o Tideglusib vai agindo no dente e o espaço antes preenchido pela esponja vai sendo substituído pelo próprio dente, que naturalmente se regenera. Por já ser usado por humanos (em medicamento contra Alzheimer), a equipe responsável está otimista que os testes em dentes humanos se iniciem em breve, mas ainda não divulgaram data para isso.

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