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Descoberto menor tubarão do mundo: menos de 1 Kg, brilha no escuro e é bem estranho

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FLORIDA ATLANTIC UNIVERSITY/ ZOOTAXA Magnolia Press

Levou 17 anos de pesquisa, mas finalmente cientistas da Florida Atlantic University podem afirmar que essa estranha criaturazinha se trata, de fato, de uma nova espécie de tubarão. A "miniatura" pesa pouco mais de 900 gramas, brilha no escuro e assusta por ser "narigudo".

Desde que visto pela primeira vez até ser divulgado para a comunidade científica, o tubarão foi estudado e ganhou o nome de Etmopterus lailae. A descoberta foi publicada no jornal científico Zootaxa e se trata de um animal encontrado a mais de 300 metros abaixo do Oceano Pacífico, perto do Havaí.

Características da nova espécie de tubarão

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FLORIDA ATLANTIC UNIVERSITY/ ZOOTAXA Magnolia Press

Algo que chama muita atenção no pequeno tubarão é que ele brilha no escuro. Por conta de uma característica chamada bioluminescência, o Etmopterus lailae pode ter desenvolvido essa capacidade para fins reprodutivos. Essa seria uma forma de saberem que estão acasalando entre a própria espécie.

Outra hipótese pode ser a de se defender de predadores maiores ou até mesmo atacar presas. Em águas profundas, o tubarão pode usar seu brilho natural para atrair pequenos peixes e camarões e se alimentar deles.

A forma da cabeça e o focinho grande e inchado também diferenciam o animal, bem como distinções estruturais nas narinas. O tubarão estudado também tem menos dentes do que seus parentes. Essas características ajudaram os cientistas a comprovarem se tratar de uma espécie diferente e única.

Importância da descoberta

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FLORIDA ATLANTIC UNIVERSITY

Stephen M. Kajiura, um dos professores da Universidade da Flórida que fez parte do projeto que estudou o novo tubarão, comemorou a descoberta e falou sobre as dificuldades do estudo. "Esta espécie é muito pouco estudada devido ao seu tamanho e ao fato de que ela vive em águas muito profundas. Eles não são facilmente visíveis ou acessíveis como tantos outros tubarões ".

Kajiura disse que "tropeçar em uma pequena e nova espécie em um oceano gigantesco é realmente emocionante, segundo comunicado da Florida Atlantic University,

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