O que diz a teoria premiada que prova a existência de Deus através da ciência?

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Apesar de geralmente caminharem em lados opostos, religião e ciência podem eventualmente dialogar e encontrar meios de convergência. Pelo menos é o que acredita Michael Heller, padre e cosmólogo polonês que apresentou uma teoria que prova, através da ciência, a existência de Deus.

Teoria afirma que Deus criou o Bing Bang

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A tese, contemplada pelo Templeton, o mais cobiçado prêmio da comunidade científica, é baseada em estudos de teoria geral da relatividade, mecânica quântica e geometria não-cumulativa e liga todos esses pontos a uma “raiz de todas as possíveis causas” que, segundo Heller, seria Deus.

O polonês sustenta sua obra, denominada de “Teologia da Ciência”, partindo da lógica de que uma coisa origina a outra. Ele afirma que o Big Bang foi, na verdade, uma criação de Deus, contrariando a teoria defendida por Edwin Hubble em 1929 - e até hoje aceita pela comunidade científica - de que a explosão que deu origem a tudo que conhecemos seria um fenômeno de expansão do universo ocorrido há 14 bilhões de anos.

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Até hoje os cientistas não foram capazes de explicar o que originou o Big Bang e a base dos estudos de Heller analisa justamente o período que os pesquisadores menos conhecem da origem do universo: o que teria acontecido antes da grande explosão.

As pesquisas do polonês podem indicar mais um passo para diminuir a distância entre religião e ciência. Afinal, em um recente comunicado direcionado aos acadêmicos da Pontifícia Academia das Ciências, o próprio Papa Francisco afirmou que a Teoria do Big Bang é real, não contradiz o Cristianismo e que a criação do Universo deriva de um princípio supremo, e não de uma simples obra do caos.

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