Ondas letais de calor irão atingir 74% do mundo até 2100. Brasil será muito afetado

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Global risk of deadly heat/university of hawaii at manoa/Nature Climate Change

Se você vem reclamando do calor nos últimos verões, saiba que isso não é por acaso e a tendência é piorar. Segundo um levantamento feito pela Universidade do Havaí, até o fim do século boa parte do mundo será afetada por ondas de calor letais - o que não significa que todos morrerão, mas que há grande potencial de dano à vida.

E por boa parte você pode considerar a imensa maioria mesmo: 74% da população mundial. Ou, praticamente, todo mundo que vive na zona tropical da Terra. Segundo o estudo publicado na revista Nature Climate Change, isso ocorrerá por conta das atuais taxas de emissão de dióxido de carbono, que mesmo se forem drasticamente diminuídas não irão poupar muita gente.

Como ondas de calor atingirão o mundo 

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Global risk of deadly heat/university of hawaii at manoa/Nature Climate Change

"Mesmo que as emissões sejam agressivamente reduzidas, a porcentagem da população humana mundial afetada deverá atingir 48%", de acordo com uma das conclusões dos estudos. Para chegar nesse dado alarmante, os cientistas criaram um modelo que projeta o quanto de dióxido de carbono será emitido na atmosfera tendo como base os dados atuais sobre isso.

Depois, eles estudaram mais de 1900 lugares ao redor da Terra onde houve mortes por calor desde o ano de 1980. Combinando esses dados, foi possível concluir que, até o ano de 2100, 74% da população será afetada por ondas mortais de calor.

Regiões tropicais seriam as mais prejudicadas porque esses ambientes são quentes e úmidos durante o ano inteiro. O que não significa que lugares mais próximos aos polos sairiam ilesos já que o risco do calor ficaria restrito ao verão. Por conta disso disso o mapa de calor é tão intenso e alarmante para o Brasil.

Ao jornal americano Daily Mail, o autor da pesquisa e professor de geografia, Dr. Camilo Mora, disse: "Estamos ficando sem opções para o futuro. Para as ondas de calor, nossas opções estão agora entre ruim ou terrível".

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