Existe uma bomba mais poderosa que "mãe de todas as bombas" – e pertence à Rússia

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Reprodução/Globalsecurity.org

A bomba não-nuclear conhecida como a “mãe de todas as bombas” (MOAB, em inglês) foi lançada pela primeira vez na história pelos Estados Unidos no último dia 13 de abril. Entretanto, apesar da sua grande capacidade (ao explodir, ela libera energia de cerca de 11 toneladas de TNT (um tipo de dinamite)), ela não é a bomba mais poderosa do mundo.

Segundo o governo da Rússia, existe um artefato que possui a capacidade de explosão cerca de 4 vezes maior: a “blackjack”, também conhecida como o “pai de todos as bombas”, apelido originado do seu nome em inglês FOAB (father of all bombs), ou seja, ela consegue liberar energia por volta de 44 toneladas de TNT.

Não se tem notícias de que ela já tenha sido utilizada em nenhuma guerra ainda, mas já foi testada pelo governo russo em 2007, como reportado pela agência americana de notícias Reuters. O teste mostrou que a arma tem um alcance muito maior do que o de um explosivo convencional e não contamina o meio ambiente como as bombas nucleares.

Bombas: diferença entre elas 

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U.S. Air Force/Handout/Getty Images

A MOAB (foto acima) e a FOAB são bombas diferentes entre si.

A bomba lançada pelos EUA pesa em torno de 9,7 toneladas, tem por volta de 20 metros de comprimento, consegue atingir até 200 metros de profundidade e possui munição guiada por GPS. A ideia é que ela exploda e forme uma onda de choque poderosa para destruir seu entorno, com um alcance de 140 metros.

Já a da Rússia é uma bomba a vácuo, também conhecida como termobárica, que utiliza o próprio oxigênio da atmosfera para explodir, em vez de reagentes oxidantes da sua composição. Ela pesa cerca de 7,8 toneladas e possui um alcance de 300 metros. Suas dimensões não foram divulgadas. Seu objetivo é pegar fogo antes de atingir o alvo e aí sim causar os estragos.

Apesar de todo o seu poder, tanto a MOAB quanto a FOAB são mais de 10 mil vezes mais fracas do que as bombas atômicas nucleares ou as bombas de hidrogênio.

Bombas mais destruidoras