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Como o consumo de vegetais verdes pode rejuvenescer seu cérebro em até 11 anos

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knape/iStock

Médicos da Universidade Rush, em Chicago, EUA, acompanharam a alimentação de 954 idosos num período de 5 anos e descobriram que aqueles que consumiram vegetais verdes, como couve e espinafre, em pelo menos uma ou duas refeições diárias, tinham as habilidades cognitivas do cérebro 11 anos mais jovens do que aqueles que não costumam comer vegetais.

Habilidade cognitiva diz respeito a função cerebral ligada à facilidade que nós, humanos, temos em compreender e executar tarefas. Por isso, “perder a memória ou as habilidades cognitivas é um dos maiores receios que as pessoas têm ao envelhecer”, disse Martha Morris, líder da pesquisa.

Durante o processo do envelhecimento, as células do corpo não conseguem mais se dividir como deveriam, causando erros genéticos que são passados de uma para outra. 

Acontece que, ao consumir diariamente vegetais verdes, ingerem-se nutrientes como vitamina K, luteína, folato e beta-caroteno. A maioria destes nutrientes tem ação antioxidante, que age mantendo a pele com boa saúde e retardando o processo do envelhecimento.

A tal 'ação antioxidante' também protege as células sadias do nosso corpo, impedindo que elas sejam afetadas pelos efeitos inevitáveis do envelhecimento – como o aumento de radicais livres, que se multiplicam constantemente no nosso organismo e danificam as células.

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Xsandra/iStock

Vegetais: poder dos nutrientes

O resultado surpreendeu a comunidade médica, porque pode ajudar na prevenção de doenças como Alzheimer. “Uma vez que a diminuição da capacidade cognitiva é central para Alzheimer e outros tipos de demência, o aumento do consumo de vegetais e folhas verdes pode oferecer uma maneira muito simples, acessível e não invasiva de proteger o cérebro”, completou.

É sabido que vegetais fazem bem à saúde, mas Martha confessou que ficou surpreendida com as novas associações dos nutrientes com o bem-estar. “Nenhum outro estudo analisou a vitamina K em relação à mudança das habilidades cognitivas”.

Conhecida por impedir a perda sanguínea e por manter os ossos saudáveis, a vitamina K pode ser encontrada em alimentos como brócolis, couve de Bruxelas, repolho, espinafre, agrião e alface. Além disso, o nutriente fortalece os tecidos e os rins ao favorecer a absorção de proteínas do plasma.

Unhas, cabelos e dentes também são beneficiados pelo consumo de vitamina K.

A vitamina K, no caso, é apenas um entre uma soma de componentes que podem ‘rejuvenescer’ o cérebro.

Outros componentes são: ácido fólico, que ajuda o corpo a fabricar células novas e saudáveis; beta-caroteno, que ajuda a ter boa visão e reduz o índice de doenças relacionadas ao avanço da idade; e luteína, também boa para a visão e para a proteção das células contra os radicais livres.

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