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O que é uma estrela cadente? Real tamanho e composição do feixe são surpreendentes

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Ao contrário do que o próprio nome já diz, estrelas cadentes não são estrelas. Embora frequentemente sejam até mais brilhantes que as verdadeiras estrelas, elas são feitas de outro material e, surpreendentemente, a medida de sua massa não passa de centímetros.

Formação das estrelas cadentes: lixo que brilha como diamante

O professor Roberto Costa, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, explica que o que entendemos como estrela cadente é, na verdade, lixo de cometa que passa próximo a Terra. São fragmentos que se desprendem do corpo rochoso que vaga pelo universo e provocam o efeito visual que conhecemos ao tocar a atmosfera da Terra.

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“O cometa deixa pedaços pelo caminho em toda sua trajetória pelo espaço. Quando eles tocam na atmosfera da Terra queimam e provocam o risco de luz que chamamos de estrela cadente”, explica Roberto Costa.

Estrelas cadentes são muito menores do que imaginamos 

Aos nossos olhos, a estrela cadente pode ter luminosidade até maior do que as estrelas de verdade, no entanto, o tamanho destes corpos é ínfimo: não passam de centímetros, e se dissipam na atmosfera e sequer chegam a tocar o solo terrestre.

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Chuva de meteoros (ou de estrelas cadentes)

Embora não vejamos estrelas cadentes a todo instante, o evento é recorrente em nosso céu. “Em um local propício, com céu limpo e pouca iluminação, podemos ver até uma delas a cada hora”, alerta o professor.

Uma estrela cadente por hora é um padrão comum, exceto quando ocorre uma chuva de meteoro. Neste fenômeno, a cada segundo é possível assistir a um risco brilhante cruzando o céu.

A chuva de meteoros, ou de estrelas cadentes, ocorre quando um resíduo mais robusto viaja em direção à Terra. À medida que se aproxima das camadas mais densas da atmosfera, quebram em diversos pedaços menores, que perfuram estas camadas a uma velocidade de até 70 quilômetros por segundo.

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Diferenças entre meteoro, meteorito e asteroides

Se um sedimento de rocha que colide com a atmosfera da Terra consegue ultrapassá-la, torna-se um meteorito. Se os meteoros são grãos de poeira espacial, os meteoritos são corpos mais significativos, cujo diâmetro tem, geralmente, mais de 4 metros - os corpos maiores de 1 quilômetro recebem nome de asteroides.

O desgaste que sofrem nos gases da atmosfera da Terra faz com que os meteoritos percam pelo menos 75% de seu tamanho original até acertarem o solo. Ou seja, se um corpo celeste que se choca no chão tem 1 metro, ele entrou na atmosfera com, no mínimo, 4 metros.

No Brasil, o maior meteorito que já cruzou o nosso céu é conhecido como Pedra do Bendengó. Foi encontrado no sertão baiano, na cidade de Monte Santo, no fim do século 18. O meteorito brasileiro mede mais de 2 metros de comprimento e pesa 5.360 quilos. É possível vê-lo no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

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Em 2013, um enorme meteorito atingiu a cidade de Cheliabinsk, na Rússia. Ao entrar em contato com a exosfera, camada mais externa da atmosfera, a aproximadamente 550 quilômetros do nível do mar, estima-se que a pedra tivesse mais de 10.000 toneladas e 17 quilômetros de diâmetro.

Neste vídeo, você pode ver seu rastro pelo céu, antes da colisão que deixou mais de mil feridos. As estrelas cadentes são um espetáculo do universo, mas melhor assistir a elas de longe.

Chuva de estrelas