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Eis o primeiro sapo fluorescente de que se tem notícia: entenda seu organismo

Sob luz normal do sol, o sapo Hypsiboas punctatus apresenta cores que variam entre verde, amarelo e vermelho. Quando a iluminação é escassa, porém, o animal emite um brilho azul e verde fluorescentes, fenômeno bastante raro em espécies terrestres.

A fluorescência requer a absorção da luz e não acontece na escuridão total. Três moléculas presentes no tecido linfático, pele e secreções glandulares desta espécie de sapo foram responsáveis ​​pela fluorescência.

As moléculas hyloin-L1, hyloin-L2 e hyloin-G1, são únicas entre as fluorescentes conhecidas em animais. As moléculas similares mais próximas são encontradas somente em plantas, dizem os cientistas.

Primeiro sapo fluorescente é descoberto

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Dr Morley Read/shutterstock

Até a recente descoberta, publicada pela revista científica Nature, a transformação de cores era algo inédito em anfíbios. Além disso, segundo os pesquisadores, o mecanismo que faz com que o sapo seja fluorescente é totalmente diferente daqueles encontrados em outros animais.

Em terra, ela era anteriormente conhecida apenas em papagaios e alguns tipos de escorpiões. Ainda não está claro por que alguns animais têm essa capacidade, mas especula-se que o fato ocorre como forma de comunicação, camuflagem e atração entre os pares.

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