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Você não vai acreditar como jovem de 17 anos descobriu falha de dados da Nasa

Miles Soloman, um estudante britânico de 17 anos, descobriu sozinho que os sensores de radiação da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) estavam gravando dados errados e decidiu entrar em contato com a Nasa. Além de reconhecer o erro, a agência espacial norte-americana não só agradeceu a colaboração do jovem, como o chamou para analisar o problema de perto.

O estudante descobriu essa falha por meio do projeto TimPix do Instituto de Pesquisa em Escolas (Iris, na sigla em inglês), voltado para que alunos do Reino Unido analisem dados da estação espacial e apontem possíveis equívocos.

Erro da Nasa: como o jovem descobriu

Soloman estudou dados de quando Tim Peake estava na estação espacial, no primeiro semestre de 2016. Detectores registraram os níveis de radiação do local em que o astronauta estava, até que o jovem decidiu olhar para os bits mais baixos de energia que havia.

Então, ele percebeu que quando não havia nenhuma energia enviada ao detector, ficava registrada uma leitura negativa.

“Por que há -1 de energia aqui?”, questionou Soloman ao professor de física James O'Neill, que monitorava uma das análises do Iris.

O professor também estranhou, afinal, não se pode obter energia negativa de radiação. Com isso, os dois chegaram à conclusão que a Nasa estava fazendo a medição de forma errada, e entraram em contato com a agência espacial.

Resposta da Nasa

A Nasa respondeu dizendo que estava ciente do problema, mas Soloman conseguiu provar que esse não era um erro eventual, como a agência acreditava. Na realidade, a leitura negativa acontecia várias vezes durante o dia.

Em entrevista à BBC, o professor Larry Pinksy, da Universidade de Houston, que trabalha com a Nasa no monitoramento radiativo, ressaltou a importância do projeto Iris: “Eu tenho certeza de que há coisas interessantes que os alunos podem encontrar, e que os profissionais não têm tempo para fazer".

Sobre o erro da agência espacial, Piksy ponderou que a correção foi “mais apreciada do que considerada embaraçosa”.

Soloman, que passou a receber a alcunha de ‘nerd’ dos colegas, disse que ficou bastante animado com toda a história. "Não estou tentando provar que a Nasa está errada. Quero trabalhar com eles - e aprender com eles".

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