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Pinturas rupestres indicam que Piauí já era habitado há 20 mil anos, diz pesquisador

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Marcos Amend/shutterstock

Contrariando arqueólogos que tradicionalmente rejeitam interpretações de pinturas rupestres, o jovem pesquisador Iderlan Souza afirma que figuras de animais como preguiças, tatus e cavalos, encontrados na Serra da Capivara, Piauí, e produzidas na pré-história brasileira são, na verdade, registros intencionais da megafauna.

Com apenas 31 anos, o piauiense que começou a trabalhar em um sítio arqueológico do Parque Nacional da Serra da Capivara decidiu desafiar teorias arqueológicas consolidadas em sua monografia de conclusão de curso de arqueologia na Universidade Federal do Vale do São Francisco.

Piauí era habitado há 20 mil anos 

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Marcos Amend/shutterstock

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Souza diz que a região pode servir de base para imagens representativas de grupos de animais extintos, caracterizados pelas grandes proporções. Segundo ele, as pinturas das criaturas não foram ainda identificadas em nenhum lugar da América do Sul, o que também pode indicar que o estado já era habitado há 20 mil anos.

Normalmente, as pinturas rupestres são catalogadas apenas como figuras zoomorfa, antropomorfa ou cena de caça, sem que estudos sigam além. De acordo a museóloga e arte-educadora Rosa Maria Gonçalves, que co-orientou a monografia de Souza, as pesquisas não procuram, por exemplo, responder se essa caça tratava-se de um ritual e questiona os motivos pelos quais o assunto não é debatido.

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