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Dragão-marinho é filmado pela primeira vez: o que já se sabe sobre a espécie rara?

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Reprodução/Instituto de Oceonografia Scripps/UCSD

Mais de 150 anos depois do último dragão-marinho ser descrito, um novo dragão foi descoberto sem querer: o vermelho ruby (Ruby Sea Dragon).

Filmado pela primeira vez no Arquipélago Recherche, na Austrália, o dragão-marinho vermelho ruby, vive a mais de 50 metros de profundidade no oceano, e tem em torno de 25 cm de comprimento, de acordo com o Instituto de Oceonografia Scripps, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Sua espécie foi descoberta a partir de um resíduo do animal enviado pelo Museu Australiano Ocidental, que permitiu afirmar a existência de um animal raro. Depois de meses da sua identificação, a observação em tempo real ajudou os biólogos a entender sua anatomia, habitat e comportamento.

Dragão-marinho raro

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Reprodução/Instituto de Oceonografia Scripps/UCSD

Chamada de Phyllopteryx dewysea, esse novo dragão-marinho encantou os cientistas. Até então, acreditava-se que existissem apenas duas espécies, a comum e a folhada, que possuía apêndices (que parecem nadadeiras) semelhantes a folhas (foto abaixo), e eram usadas para camuflagem nos prados de algas (como se fossem uma moita de algas), onde preferem viver.

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Reprodução/Instituto de Oceonografia Scripps/UCSD

Mas, a desconfiança agora é que ele as tenha perdido ao longo do tempo (vide a quantidade de anos que ele passou sem ser descoberto – a amostra mais velha da sua existência data de 1919), e que é a sua cor vermelho escuro que atua como estratégia para se camuflar nas águas escuras e mal iluminadas onde habita.

Outra característica é sua cauda enrolada, parecida com cavalos-marinhos e outros peixes, a qual os pesquisadores acham que serve para se segurar em objetos por onde passa. Veja as imagens captadas pelo grupo e publicadas em estudo sobre dragão-marinho no periódico científico Marine Biodiversity Records:

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