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Quem raspa os pelos pubianos pode contrair DST; entenda o motivo

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AliceSkvortsova / istock

Há uma notícia boa e uma ruim sobre raspar os pelos pubianos periodicamente. A boa: pessoas que raspam ou aparam têm uma vida sexual mais ativa. Já a notícia ruim serve como alerta: tanto homens quanto mulheres que costumam tirar os pelos têm mais riscos de contrair alguma doença sexualmente transmissível (DST).

Essa foi a conclusão de uma pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA), feita com 7.500 adultos norte-americanos e publicada na revista Sexually Transmitted Infections.

Neste caso, as mulheres seriam as mais vulneráveis. De acordo com a pesquisa, 84% delas diz que raspa totalmente os pelos pubianos, ante 66% dos homens.

Corte na região genital é perigoso

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Goran Bogicevic/shutterstock

Ter uma vida sexual ativa pode deixar as pessoas mais propensas às DSTs, mas não é somente por conta disso que os pesquisadores norte-americanos relacionaram o fato de raspar pelos com a contração de doenças.

Geralmente quando homens e mulheres raspam a região em que ficam os pelos pubianos, sofrem alguns cortes minúsculos na pele. É aí que está o problema: esses ferimentos podem facilitar a ocorrência de infecções, que podem ser transmitidas durante a relação sexual.

“Especificamente herpes, vírus do papiloma humano (verrugas no corpo), sífilis e molusco foram as doenças mais comuns entre as pessoas que se raspam, após ajustar a idade e o número de parceiros sexuais ao longo da vida”, resume o estudo.

Como homens e mulheres raspam os pelos

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NinaMalyna / Istock

Apesar de as mulheres rasparem com mais frequência a região com pelos pubianos (como a virilha), os homens se arriscam mais: pelo menos 42% dos voluntários afirmaram usar barbeadores elétricos (ante 12% das mulheres), que podem criar alguns machucados na pele dependendo da forma com que é usado e do tipo de pele de quem o utiliza.

As mulheres são mais adeptas a giletes não-elétricas (61%), que também oferecem riscos de corte, quando não utilizam cera (5%, contra um previsível 0% por parte dos homens).

De todos que afirmam cortar os pelos pubianos, 17% disseram ser adeptos à depilação total, pelo menos uma vez por mês. Outros 22% dizem fazer isso semanalmente.

Por conta desses dados, os pesquisadores disseram que os médicos deveriam aconselhar seus pacientes a diminuir a frequência de raspar os pelos pubianos, já que pelo menos 13% deles possui algum tipo de DST.

‘Piolho’ nos pelos pubianos

Apesar das más notícias, quem raspa as regiões genitais com frequência está livre de um mal: o pelo chato, espécie de piolho que costuma surgir na região pubiana. Os médicos o denominam pediculose pubiana.

Nesse caso em específico, a recomendação dos pesquisadores é removê-los. "Se os cuidados com os pelos pubianos protegem contra a pediculose pubiana, então os indivíduos que correm o risco de contrair estes piolhos devem ser aconselhados a remover os pelos", diz o estudo.

Depilar ou não? É questão de saúde