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Intuição é real e tem até explicação científica: entenda por que sexto sentido não é lenda

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Romanova Natali/shutterstock

Alguns a chamam de sexto sentido. Outros de pressentimento ou ainda de premonição. Algumas pessoas falam que as mulheres sentem mais, outras juram de pé juntos que não são nem um pouco intuitivas.

Mas para o médico psiquiatra Mario Louzã, graduado pela Universidade de São Paulo e especialista em sono, a intuição é uma habilidade presente em todos nós.Trata-se de conseguir chegar a um conhecimento que está implícito em alguma situação, sem que isso seja feito de forma consciente.

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E isso não tem nada de tão místico assim, segundo ele. “Longe de ser algo “mágico”, [a intuição] é fruto de um conhecimento que já foi adquirido e que pode ser recuperado a qualquer momento”, explica o doutor.

Isso explica porque ela acontece no campo do inconsciente: a maior parte da nossa atividade cerebral se dá fora do campo da percepção consciente. Ou seja, o cérebro adquire um conhecimento no consciente e depois coloca para fora, no inconsciente.

Assim, ele tem mais espaço para adquirir outros conhecimentos. Isso acontece porque “nossa capacidade de processamento consciente é limitada, e o cérebro precisa “deixar de lado” alguns conhecimento adquirido para poder processar a nova informação”, aponta Louzã.

De acordo com ele, o cérebro “vai buscar” esse conhecimento na nossa “biblioteca mental”, para utilizá-lo quando necessário. Todo esse processo utiliza várias habilidades, incluindo, especialmente, atenção e memória.

A intuição é uma ferramenta do cérebro

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Ratsanai/istock

O ser humano possui várias artimanhas para interagir socialmente. Isso porque, para conviver em sociedade, ele precisa entender as mensagens que são transmitidas pelas outras pessoas, e a sua imensa maioria é a partir de uma linguagem não verbal.

“A leitura correta de sinais sutis de expressão emocional ou mesmo a capacidade de “intuir” o que o outro está pensando é fundamental para se oferecer a resposta adequada à situação”, conta o psiquiatra.

Segundo ele, uma criança com poucos meses de idade já é capaz de reconhecer expressões faciais, por exemplo, “intuir” o que elas significam e reagir a parte disso, por exemplo. E, à medida que cresce, ela desenvolve e aprimora essa capacidade interativa.

Como usar

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ra2studio/shutterstock

A intuição é ativada pelo nosso cérebro quase que automaticamente. Mas Louzã explica que ela precisa ser verificada na realidade cotidiana, de modo lógico-racional para que possa ser utilizada adequadamente.

“Senão corremos o risco de olhar o mundo exclusivamente pelo viés da nossa percepção, o que frequentemente leva a distorções e incompreensões na interação com os outros”, afirma. Por isso, os pressentimentos precisam ser vistos sempre com muita cautela.

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