Ciência comprova que dinheiro não traz felicidade; entenda

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LuckyN/shutterstock

Responda honestamente: dinheiro é sinônimo de felicidade para você? Se sua resposta foi sim, não se preocupe. Mais da metade da população acredita que ser feliz depende do dinheiro. Na teoria, parece absurdo. Mas, na prática, faz sentido: só o dinheiro pode comprar aquela viagem dos seus sonhos, o carro que tanto quer, o presente que sua mãe merece.

O que a ciência diz a respeito, afinal?

Comprovação científica

Pesquisadores de Universidades da Holanda e África do Sul decidiram investigar as diferenças culturais no que faz as pessoas ficarem tristes e chorar. O estudo descobriu que há diferenças gritantes para os motivos que nos entristecem. ”Indivíduos que vivem em países mais ricos, democráticos, extrovertidos e individualistas tendem a relatar chorar mais vezes", escreveu a equipe.

O estudo ainda mostrou que muitos “chorões” seguem tendências variadas: os homens australianos e os americanos são os que mais choram. Os homens nigerianos, búlgaros e malaios são os menos propensos a derramar uma lágrima. Mulheres suecas choram em baldes, já as nepalesas, nem tanto.

Relação entre humor e consumo

Sentir insatisfação é natural do ser humano. "No psiquismo, não há completude, sempre vai existir uma falta. O problema é que costumamos não dar espaço para esse vazio. Compramos para preenchê-lo, sem parar para refletir o motivo", afirma Márcia Tolotti, psicanalista consultora em educação financeira e autora do livro “As armadilhas do consumo”.

Uma recente pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que 85% dos brasileiros faz compras por impulso e que 43% deles relacionam o ato a momentos de ansiedade, tristeza ou angústia: baixa autoestima, problema no trabalho ou no relacionamento familiar, tensão pré-menstrual ou desilusão amorosa.

Não é comum se sentir totalmente satisfeito com a vida, ainda mais quando acreditamos que tudo pode se resolver com algum pagamento. Investimentos em estudo e capacitação para conseguir o melhor emprego, presentes e mimos para agradar a pessoa amada. Enfim, acreditamos que tudo está à venda e pode ser comprado. Porém, essa é uma terrível ilusão.

Fatos curiosos sobre a “socioeconomia do choro”

Na verdade, os países com maior igualdade de gênero relataram chorar mais, no geral, do que aqueles com menos paridade. E foi aí que os pesquisadores concluíram algo extraordinário sobre a “socioeconomia do choro”. "Em vez de ser o hábito dos miseráveis na Terra, o choro pareceu ser um indicador de privilégio. Um privilégio de adesão desfrutado em algumas das sociedades mais confortáveis ​​e habitáveis ​​do mundo", publicaram.

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Chepko Danil Vitalevich/Shutterstock

Então quer dizer que a guerra, a miséria, a pobreza, e outras coisas igualmente horríveis em sociedades menos privilegiadas não provocam lágrimas, enquanto apenas ter um dia ruim no trabalho no mundo dos “privilegiados”, de alguma forma, pode causar choro? Como os pesquisadores teorizaram, quando você é um cidadão de um país devastado pela guerra que lida com algumas situações muito sombrias de vida ou de morte, você percebe que se entristecer ou chorar não vai levá-lo a lugar nenhum. E também, há muito o que fazer. Vida que segue.

Quando você está passado por um momento de exaustão, simplesmente não há energia de sobra para ficar teorizando sobre o emocional. E, curiosamente, a biologia pode ajudar a explicar essa dualidade também: o choro tem sido pensado para ser uma resposta biológica à tristeza, frustração ou raiva. Você sente qualquer uma dessas emoções, e seus olhos enchem de lágrimas. Porém, em sociedades que são "confortáveis", chorar pode funcionar de outra maneira: você vê algo que está perturbando e então você chora. De certa forma, as lágrimas podem ser consideradas um item de luxo.

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