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Transplante de útero: avanço científico na medicina brasileira pode ajudar a engravidar

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Melpomene/shutterstock

A cirurgia de transplate de útureo é um procedimento inédito. Feito no Brasil, o transplante é o primeiro realizado na América Latina e o terceiro do mundo.

Transplante de útero no Brasil

O projeto experimental feito pela equipe médica de ginecologia em colaboração com o grupo de transplante epático do Hospital das Clínicas, em São Paulo, fez a transferência do órgão de uma paciente que teve morte cerebral para uma mulher que tinha a Síndrome de Rokitanski, e nasceu sem útero, como foi reportado pelo Jornal da Usp.

Antes de iniciar, óvulos da paciente foram fecundados com os espermatozoides do marido e congelados. Foram 10 horas de cirurgia bem sucedida, realizada no próprio HC.

Apesar de não ser aberto ainda para a população em geral, a ideia já foi aprovada nas instâncias éticas do HC, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e do Conep (Conselho Nacional de Ética e Pesquisa).

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sciencepics/shutterstock

Os primeiros testes foram em ovelhas, mas o método já havia sido desenvolvido para humanos. As experimentações foram liberadas para três pacientes, mas de acordo com o diretor da Divisão de Ginecologia do HC, Edmund Chada Baracat, as perspectivas para outras pessoas são boas.

O transplante já tinha sido feito nos Estados Unidos, onde teve complicações e precisou ser desfeito, e também na Turquia, onde a paciente sofreu um aborto espontâneo. A Suécia, onde os médicos fizeram estágio, já realizou a cirurgia, mas com o órgão de uma pessoa viva, mãe e filha.

Riscos

O útero não é um órgão vital como o coração, o rim e o fígado, mas é de extrema importância para a mulher. O órgão tem a vantagem de não sofrer envelhecimento com a idade e, mesmo que seja de alguém na menopausa, funciona normalmente, por isso não há restrições de idade para a doação.

Entretanto, segundo Baracat, os casos precisam ser bem selecionados, não só pela demora, mas por causa dos altos custos e dos riscos, como o de rejeição, por exemplo. Por isso é preciso acompanhar a paciente por um ano após a conclusão da cirurgia, antes de pensar na possibilidade de gestação.

Doenças do útero