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O que fazem os 100 milhões de neurônios que moram no seu estômago? Veja

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T. L. Furrer/shutterstock

Não é à toa que, sempre quando você vai encontrar seu amor, tem aquela sensação de borboletas no estômago. Também não se sinta culpado se sentir o maior frio na barriga ao encarar uma montanha russa gigante. Tudo isso tem explicação científica. 

Segundo o médico Michael Gershon, pesquisador da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos e autor do livro The Second Brain (“O Segundo Cérebro”), nosso estômago, acreditem, funciona como um segundo cérebro: ele abriga 100 milhões de neurônios que têm conexão direta com o cérebro. 

Estômago: o segundo cérebro

Este segundo cérebro, segundo o médico e cientista Michael Gershon, fica em uma região do corpo chamada sistema nervoso entérico, formado por uma série de camadas de células nervosas localizadas nas paredes do tubo intestinal e que contém cerca de 100 milhões de neurônios. Eles estão presentes no esôfago, no estômago e nos intestinos delgado e grosso.

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Iconic Bestiary/shutterstock

O tal “cérebro estomacal” estabelece uma conexão direta com nosso cérebro ‘de verdade’, e também determina, em certo ponto, nosso estado mental. Segundo Gershon, o sistema nervoso entérico fala ao cérebro e este órgão responde imediatamente. 

“O intestino pode afetar nosso estado de ânimo, e a estimulação do nervo principal, chamado vago, que conecta o cérebro com o intestino. Sua relação pode ajudar a aliviar a depressão e até a tratar a epilepsia”, revela o autor.

Assim, equipado com os seus próprios reflexos e sentidos, o segundo cérebro pode controlar o comportamento do intestino independentemente do cérebro, diz Gershon. Por isso, de acordo com o pesquisador, esse sistema também desempenha um papel importante em certas doenças que afetam outras partes do organismo, como a maioria dos transtornos de intestino, desde a síndrome do intestino irritado até as doenças relacionadas com a inflamação intestinal e a prisão de ventre.

Agora da cabeça: Estimule o cérebro