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21 comidas inusitadas que você pode encontrar pelo mundo

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Cada país tem uma gastronomia que reflete sua cultura e, muitas vezes, quando entramos em contato com algumas muito diferentes da nossa, estranhamos - o que não significa que não podemos nos surpreender positivamente ao dar uma chance a esses costumes culinários. Já pensou, por exemplo, em experimentar escorpião frito ou comer peixe venenoso? Separamos 21 pratos inusitados ao redor do mundo que poderão te surpreender, inclusive no Brasil.

1. Sannakji (Coreia do Sul)

À primeira vista, pode ser um simples polvo, que é algo que também é apreciado entre os brasileiros que gostam de frutos do mar. Mas esse é bem diferente, já que uma lula ou um polvo vivo é despejado em seu prato, ainda se debatendo ao ser jogado no molho.

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Antes de jogar no prato do cliente, os cozinheiros removem a cabeça do bicho. Por estar fresco e ter morrido há pouquíssimos segundos, quando é colocado em contato com o molho, ele ainda se contorce, já que os músculos do animal ganham vida em contato com o sal.

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Esse prato é conhecido como sannakji, e seus amantes falam sempre sobre a sensação dos tentáculos se contorcendo dentro de sua boca, que é o que traz um sabor e contato diferente com o prato. Ele pode ser feito com um polvo grande ou vários filhotes, em um prato só.

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2. Bacon de baleia (Japão)

Sabe aquelas fatias bem fininhas de bacon que costumamos colocar no feijão ou no meio do hambúrguer? Esse bacon de baleia é bem diferente do que conhecemos no Brasil. Para começar, a primeira diferença é que ele é de um animal marinho - a baleia.

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Além disso, ele é cortado em pedaços bem grossos e grandes. O bacon de baleia é usado como petisco e é extremamente popular no Japão. Na maioria dos países, esse tipo de animal é proibido de ser pescado. Mas no Japão ainda é permitido.

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3. Sangue de porco coagulado (França)

O sangue de porco coagulado é feito no formato de salsicha para consumo frito ou cozido. Para colocar à venda, as tripas do porco são lavadas com sabão e limão inúmeras vezes, até que fiquem sem cheiro.

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Mas não acaba por aí: depois de lavadas, elas são cozidas e temperadas ao sangue, alho e outros temperos. Após essa etapa, ela é fechada dos dois lados para consumo. Esse tipo de alimento é bem comum em todos os restaurantes e mercados da França.

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4. Churrasco crocante de morcegos (Vietnã)

Pode parecer bem inusitado para a gente, mas é uma comida bem comum no Vietnã, na Ásia. É possível encontrar em vários restaurantes e carrinhos de rua. Entretanto, para prepará-lo, é necessário certo conhecimento e cuidado para que não faça mal aos clientes.

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Ele pode ser vendido como churrasco, ou seja, frito em uma grelha e também pode ser encontrado na forma de guisado - que é uma forma cozida e refogada. São servidos com bastante alho e pimenta, pois assim seu cheiro forte não se sobressai.

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5. Mole Poblano (México)

Uma das receitas mais representativas do México é o Mole Poblano. Geralmente, é servido com carne de pato. Mas o que chama atenção é seu molho, que é produzido com mais de vinte ingredientes. E digamos que é bem diferentes do que estamos acostumados por aqui.

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É um molho exótico, que leva muito chocolate em tablete (com ou sem açúcar), cinco variedades diferentes de malaguetas, amêndoas, nozes, passas, cravo, canela, salsa, pimenta, alho, e tortilhas. Uma coisa é fato: os mexicanos adoram!

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Juan Salvador/Shutterstock

6. Ovos centenários (China)

Esse ovo centenário é muito conhecido na China. Mas qual a diferença entre ele e os que todo mundo conhece? Feitos com ovos de pato, ganso, galinha ou codorna, são cobertos com cinzas, sal, cascas de arroz e argila.

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Depois disso, ele fica enterrado por 100 dias (que pode se estender até mesmo por anos). Conhecido também como Pidan, ele tem uma aparência bem diferente: a gema fica com uma cor verde acinzentada, e com uma textura macia. Já seu cheiro se torna bem forte e com um sabor intenso de enxofre.

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Por fim, a clara fica com uma textura de gelatina com uma cor dourada. Pode ser comido cru, com algum molho ou ser usado como acompanhamento.

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7. Porquinho-da-índia assado (Peru)

No Peru, os porquinhos-da-índia são chamados de Cuy, e podem ser encontrados tanto em restaurantes sofisticados, quanto em barraquinhas de rua. Em alguns lugares, ele é servido inteiro, isto é, com pés e cabeça. Em outros, só algumas partes, para que não assuste tanto.

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Ele pode ser frito ou assado e seu gosto lembra a carne de porco, pururuca ou pernil. Essa carne é altamente nutritiva, cheia de proteína e com baixo teor de gorduras. A pergunta que não quer calar: você teria coragem?

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8. Tutano (Inglaterra e França)

Com um aspecto gelatinoso e macio, o tutano vem dentro do osso do boi. Geralmente, ele é servido com os ossos e você consegue aproveitar cada espaço para se deliciar. Em muitos restaurantes franceses e britânicos, é o carro-chefe do local.

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Ele pode ser preparado na grelha, no forno, frito ou desmanchado - que é perfeito para alguns pratos. Não acaba por aí: tem chef que se aventura e faz deliciosos hambúrgueres com esse tipo de carne.

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Uma grande dica é misturar algum alimento ácido para dar um belo contraste à carne. Pelo sucesso, há outras pessoas produzindo esse tipo de prato, inclusive, alguns brasileiros.

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9. Surströmming (Suécia)

Surströmming é um prato bem típico entre os suecos, mas seu cheiro não é nada bom, e muito menos sua definição no país, que é de ser um peixe podre. Mas, na verdade, não é estragado, e sim, fermentado numa solução de sal bem forte.

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Os próprios suecos recomendam que esse peixe seja manuseado e consumido em lugares abertos, já que seu cheiro é muito forte e infesta qualquer lugar.

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Geralmente, esse peixe é servido com um pão bem fininho. E, se quiser colocar um tempero ou outro ingrediente, pode ser interessante com queijo.

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10. Haggis (Escócia)

Você pode não imaginar, mas o Haggis é composto por algumas partes do corpo da ovelha, e é claro que são as mais inusitadas. Para sermos mais exatos, estamos falando de coração, fígado e os pulmões do animal.

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Para não ficar com o cheiro tão forte, essas partes do corpo são misturadas com alho, cebola, sal e salsinha. Nos restaurantes, eles servem em uma embalagem com o formato de salsicha. Mas há quem faça no próprio estômago do animal.

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11. Huitlacoche (México)

Esse alimento é um tipo de fungo que nasce nas espigas de milho. Aqui no Brasil, qualquer milho estragado seria jogado fora pelos produtores. No México, eles são vendidos por um preço bem maior do que o produto comum, isto é, limpo e sem estragos.

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Para ter uma ideia, a cor original do fungo é cinza claro e, quando, cozido se torna preto. Geralmente, é temperado com cebola, pimenta e sal. Há quem diga que seu gosto é parecido com o de trufas negras e cogumelos shitake.

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12. Pastilla (Marrocos)

Já pensou em comer uma massa com o recheio de carne de pombo? Fique sabendo que isso pode acontecer lá no Marrocos, no norte da África. Composto por uma massa folhada e carne de pombo refolgada, a Pastilla é um dos pratos mais conhecidos do país.

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Existe a versão mais suave, que é a com carne de frango, mas queremos mostrar a inusitada e mais conhecida para você.

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E se engana quem acha que acaba por aí, já que o tempero é composto por nozes, açafrão, canela, azeite, gengibre, açúcar e noz-moscada.

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13. Canguru ao vapor (Austrália)

Esse hábito começou há anos com os nativos australianos, que comiam o canguru de todas as formas, sem muito cuidado e tempero. Hoje em dia, ele é feito a vapor, com adição de pedaços de bacon, sal e outros temperos.

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Seu gosto é comparado ao da carne de avestruz, uma carne vermelha bem forte. Pode parecer inusitado para outros países, mas por lá é bem comum. Acreditamos que seja uma prática que não pegaria bem em outros países.

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14. Refeição feita com bambu (Tailândia)

Neste caso, não é a receita que chama atenção, mas sim sua apresentação. A comida tailandesa geralmente é servida em pratos de bambu, isto é, folhas de bambu. É algo que é bem comum pelo país. São lavados e colocados para servir frango, arroz e até macarrão.

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Todos os moradores e nativos da ilha adotam essa apresentação dos restaurantes para servir também em casa. Assim, eles não sujam prato e falam que o sabor da comida se intensifica na hora de comer.

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15. Tom Yum (Tailândia)

Esse prato é feito com um peixe chamado cabeça-de-cobra. E, por incrível que pareça, o que brilha nesse prato é somente a cabeça do peixe, que não é tão comum para nós no Brasil. Outro detalhe é que esse prato só é servido como sopa.

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Para deixar a sopa ácida, alguns ingredientes são colocados, como citronela - que usamos aqui como repelente de insetos - folhas de limão, pasta de tamarindo e muito suco de limão.

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16. Bobotie (África do Sul)

A carne moída cozida não é novidade para os brasileiros, mas a mistura doce com esse tipo de proteína é bem diferente. O Bobotie é um prato bem conhecido na África do Sul, e mistura os sabores salgados da carne com o doce do leite e outras especiarias.

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Esse prato leva pedaços grandes de maçã, uva-passa, nozes e amêndoas. E, depois de tudo, é misturado com ovos, leite e, por fim, açafrão. Geralmente, é comido com arroz e outros pratos na hora do almoço ou jantar.

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17. Escargot (França)

Um dos mais tradicionais pratos da culinária francesa, o escargot faz sucesso por onde passa, principalmente nos restaurantes mais cobiçados do país. É uma febre no verão, e costuma ser acompanhado de boas cervejas ou vinhos. Mas, por ser tão famoso, muitos se esquecem que se trata de um animal considerado nojento por muitos: caracol.

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À moda francesa, o escargot é bem limpinho e temperado com diferentes ervas antes de ser servido, e depois colocado de volta em sua concha. Sua textura não é tão gosmenta como a de um caracol, pois é cozida e refogada.

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Seu alto valor se deve ao fato de que o animal leva de seis a oito meses para atingir quinze gramas, que é o peso mínimo para ir à mesa e ser saboreado. Além disso, apenas doze espécies são usadas para alimentação, e todos precisam ter um cuidado especifico na hora de comer.

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18. Biltong (África do Sul)

Biltong é parecida com a carne seca que temos aqui no Brasil. Mas, pela África do Sul, outros tipos de carne são usados para fazer essa iguaria, como carne de avestruz e animais de caça, o que torna o sabor bem mais exótico.

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No tempero, geralmente usam vinagre, pimenta-do-reino, ervas e sal. Esse processo dura, em média, de 4 a 9 dias para preparo e secagem.

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19. Escorpião frito (Cingapura)

Enquanto comemos espetinhos de carne bovina, em Cingapura eles preferem espetinho de escorpião ou barata. É possível encontrar em diversas localidades as barraquinhas com esses animais fritos ou assados no palito.

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Para não comer um escorpião envenenado, eles escolhem o animal que não é venenoso, retiram a ponta da cauda (que é onde fica o veneno), assam e fritam muito bem, já que isso tira toda a propriedade existente do veneno. Há quem tempere com shoyu e sal para dar um sabor diferenciado.

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20. Peixe Fugu ou Baiacu (Japão)

O Fugu, que também é conhecido como Baiacu, é um dos peixes mais venenosos do mundo. Mesmo assim, é uma prática bem comum no Japão, em diversos restaurantes, degustá-lo. Mas é importante que esse lugar tenha um certificado de treinamento e especialização para fazer qualquer prato com o animal.

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É preciso ter habilidade para tirar o fígado do peixe sem contaminar a carne, pois é nesse órgão que se concentra a tetrodoxina, um veneno que ataca o sistema nervoso e para o qual não há nenhum tipo de antídoto.

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Para você ter uma ideia, há tanto veneno nesse peixe que os fígados retirados nos restaurantes devem ser trancados a cadeado e posteriormente recolhidos por um caminhão especializado. Geralmente, são servidos em formato de sashimi e causam um sentimento diferente nos apreciadores, já que nunca sabem se irão sobreviver após uma mordida.

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21. Tanajura (Brasil)

A formiga tanajura ou iça é um prato bem típico do interior do nosso país e em alguns lugares do Nordeste. Muitas pessoas apreciam o prato frito, ou então misturado com farofa. Geralmente, elas são colhidas no inverno, que é quando acontece a reprodução.

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Elas podem ser usadas em torradas de amendoim, assadas, em paçoca com farinha de mandioca ou de milho. Há quem diga que quem prova a farinha de tanajura nunca mais deixa de comer, por seu sabor.