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Júlia Konrad radicaliza com corte curtinho e diz: “Quem tem que se achar bonita é você”

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Leo Franco / AgNews

Júlia Konrad aproveitou o fim da novela “O Sétimo Guardião”, da TV Globo, para fazer uma mudança radical em seu visual. A atriz, que interpretou a jovem Raimunda, decidiu abandonar de vez o cabelo cacheado e surgiu com um look totalmente repaginado.

Corte de cabelo de Júlia Konrad

Antes de embarcar em uma viagem de férias pela Europa, a artista visitou um salão de beleza na cidade de São Paulo e deu adeus aos cachinhos que vinha usando. Para a surpresa de seus fãs, ela adotou um corte de cabelo bem curtinho, no estilo pixie da moda.

Ao mostrar a transformação nas redes sociais, Júlia falou sobre a maneira que muitas pessoas encararam sua decisão de cortar os cachos, chamando-a de corajosa por fazer uma mudança tão radical.

Na postagem feita no Instagram, a atriz refletiu ainda sobre padrões estéticos, dizendo que acreditava ter aprendido a se esconder atrás do próprio cabelo. Porém, ao passar pela transformação, Júlia disse ter sentido a “certeza enorme” da mulher que vem se tornando.

Com uma mensagem poderosa sobre aceitação e amor próprio, ela finalizou seu “manifesto” falando sobre a “sensação absurda de liberdade” que é ir contra padrões, sentenciando: “quem tem que se achar bonita é você”.

Confira na íntegra o texto de Júlia Konrad sobre seu novo corte de cabelo:

Corajosa!

Fui fazer meu tratamento de pele semanal na terça-feira. me receberam na clínica perguntando se era minha primeira vez lá. “ué, tá me reconhecendo não, mulher??”

“meu deus!! que mudança! corajosa, hein?”

e essa tem sido a reação mais comum. que coragem. aquele cabelo que eu tanto zelava, os cachos que arrancavam elogios por onde eu fosse, uma marca registrada. podia acordar toda cagada, espinha, inchada de ressaca ou olho fundo de doença - era só entrar debaixo do chuveiro, passar um finalizador e pronto. quem repara na olheira com uma juba daquelas?

acho que de uma forma ou outra aprendi a me esconder atrás do cabelo. o cacheado me definia como mulher, me dava segurança (inclusive financeira), e, pensando assim, haja coragem - especialmente vivendo numa sociedade que impõe ferozmente padrões de gênero tão quadrados. mas esse papo fica pra outro dia.

não tive medo. nem coragem, de certa forma. acho que tive certeza. uma certeza enorme da mulher que venho me tornando.

quando sentei na cadeira do lucas (que passou a tesoura sem dó nem piedade), ele me disse que esse era o corte do foda-se. foda-se o que os outros vão pensar. fodam-se padrões e cobranças. foda-se tudo que não for essencial e verdadeiro.

e com cada tesourada, a cada cacho que caia, eu provava pra júlia que ela estava certa. eu sou suficiente.

na estória de sansão ele perde as forças quando dalila corta fora os cabelos dele. eu acabei ganhando as minhas.

isso não é um manifesto contra cabelo cacheado, ou qualquer tipo de cabelo. é sobre aceitação. é sobre certezas e seguranças, e a sensação absurda de liberdade que é ir contra padrões. e que isso não é fácil, por mais desconstruidona que você ache ser.

na hora de passar a tesoura não tive medo. mas confesso que quando vi o pedro deu um frio na barriga. perguntei pra ele se ainda me achava bonita. “tá linda. mas quem tem que se achar bonita é você.”

e é isso. cabelo cacheado ou liso, curto, médio longo, grosso, fino, branco, azul, rosa, loiro, ruivo, ou até mesmo, careca: quem tem que se achar bonita é você. e é bonita, é bonita."

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“corajosa!” fui fazer meu tratamento de pele semanal na terça-feira. me receberam na clínica perguntando se era minha primeira vez lá. “ué, tá me reconhecendo não, mulher??” “meu deus!! que mudança! corajosa, hein?” e essa tem sido a reação mais comum. que coragem. aquele cabelo que eu tanto zelava, os cachos que arrancavam elogios por onde eu fosse, uma marca registrada. podia acordar toda cagada, espinha, inchada de ressaca ou olho fundo de doença - era só entrar debaixo do chuveiro, passar um finalizador e pronto. quem repara na olheira com uma juba daquelas? acho que de uma forma ou outra aprendi a me esconder atrás do cabelo. o cacheado me definia como mulher, me dava segurança (inclusive financeira), e, pensando assim, haja coragem - especialmente vivendo numa sociedade que impõe ferozmente padrões de gênero tão quadrados. mas esse papo fica pra outro dia. não tive medo. nem coragem, de certa forma. acho que tive certeza. uma certeza enorme da mulher que venho me tornando. quando sentei na cadeira do lucas (que passou a tesoura sem dó nem piedade), ele me disse que esse era o corte do foda-se. foda-se o que os outros vão pensar. fodam-se padrões e cobranças. foda-se tudo que não for essencial e verdadeiro. e com cada tesourada, a cada cacho que caia, eu provava pra júlia que ela estava certa. eu sou suficiente. na estória de sansão ele perde as forças quando dalila corta fora os cabelos dele. eu acabei ganhando as minhas. isso não é um manifesto contra cabelo cacheado, ou qualquer tipo de cabelo. é sobre aceitação. é sobre certezas e seguranças, e a sensação absurda de liberdade que é ir contra padrões. e que isso não é fácil, por mais desconstruidona que você ache ser. na hora de passar a tesoura não tive medo. mas confesso que quando vi o pedro deu um frio na barriga. perguntei pra ele se ainda me achava bonita. “tá linda. mas quem tem que se achar bonita é você.” e é isso. cabelo cacheado ou liso, curto, médio longo, grosso, fino, branco, azul, rosa, loiro, ruivo, ou até mesmo, careca: quem tem que se achar bonita é você. e é bonita, é bonita. ♥️

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