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Entenda o HIV

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A sigla AIDS significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, e o vírus denomina-se HIV. Ele é encontrado nos espermas, no sangue, leite materno e na secreção vaginal das pessoas infectadas.

A Aids é transmitida de diversas formas: através de transfusão de sangue, relações sexuais sem o uso do preservativo, compartilhamento de seringas e de objetos cortantes que possuam resíduos com sangue. Após o contagio, a Aids pode demorar até 10 anos para se manifestar, e nesse tempo, ela pode ser transmitida sem a pessoa saber que tem o vírus dentro dela. Por isso, o exame de rotina anual é essencial para o diagnóstico precoce da doença. “Todo mundo que tem vida sexual ativa precisa fazer o exame para detectar o vírus, isso é de extrema importância. Hoje quando o caso é descoberto precocemente, as chances de estabilidade da doença são altíssimas, e isso precisa crescer ainda mais. Pessoas saudáveis que nunca imaginavam contrair o vírus, muitas vezes se deparam com a notícia de ser soropositivo no consultório mediante exames rotineiros”, afirma Juvêncio Furtado, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, professor da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), e chefe do Departamento de Infectologia do Hospital de Heliópolis.

O uso do preservativo tem que fazer parte do sexo, mesmo na relação entre pessoas casadas. A camisinha impede que o nosso organismo tenha contato com o vírus do HIV.

Ao desenvolver a Aids o vírus HIV, dentro do nosso organismo, começa o processo de destruição dos glóbulos brancos (parte responsável pelo sistema de defesa do organismo). Isso faz com que o indivíduo fique mais vulnerável e propício para contrair doenças com facilidade, sem o corpo conseguir combatê-las. Por isso doenças como uma simples gripe pode causar a morte em pessoas quem tem HIV.

Segundo o Dr. Juvêncio Furtado, desde 2002 foi preconizado nos Estados Unidos um medicamento pelo laboratório Gilead Sciences denominado “Truvada” para prevenção da Aids. Esse remédio não é licenciado ainda no Brasil, e o uso como respaldo científico ainda é novo. “A preocupação com esse medicamento é que ele vire uma prática corriqueira usado como forma de proteção. Sendo que as pessoas precisam entender que esse medicamento não protege 100%, e você obtém essa porcentagem com o uso do preservativo, que além de ser barato, pode ser encontrado de graça nos postos de saúde. Por isso não tem justificativa para não usar. A camisinha deve fazer parte do cotidiano das pessoas” esclarece Juvêncio Furtado.

Infelizmente a medicina não encontrou a cura para Aids, o que existe hoje são remédios que fazem o controle do vírus. “Desde 1996 a possibilidade de tratamento da doença mudou bastante. Não temos óbitos mais como antes em função da doença. Quando a pessoa se trata, a qualidade de vida dela aumenta, assim como a chance de sobrevivência”, conclui o infectologista.

A Aids não tem cara nem idade, por isso saber se prevenir é fundamental. Não deixe de fazer os exames de rotina e de cuidar da sua saúde.

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