DST silenciosa, clamídia pode causar infertilidade, aborto e morte

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Doenças sexualmente transmissíveis são gravíssimas e quando contraídas, após relações sem proteção, podem colocar a vida em risco. Uma das mais graves delas, a clamídia, se torna perigosa, principalmente, porque é silenciosa – dificilmente o paciente contaminado sabe que carrega a bactéria, o que facilita a evolução do quadro, que pode causar infertilidade, aborto ou, em casos mais graves, levar à morte.

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"Os sintomas apresentados por quem está infectado pela clamídia são, nas mulheres, corrimento vaginal, forte odor e ardência para urinar, enquanto nos homens, pode ser percebida uma secreção na glande do pênis. Em alguns casos também aparecem pequenos caroços na virilha. Contudo, são situações muito pouco claras e inexpressivas. Além disso, podem demorar muito tempo para se manifestar, tornando a clamídia quase uma doença assintomática", explica a ginecologista Dra. Erica Mantelli, que alerta para os efeitos da clamídia.

Infertilidade

Uma vez a bactéria instalada no organismo, ela pode causar diversas infecções genitais. Entre o principal problema está a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), que atinge órgãos como útero, trompas e ovários. A clamídia provoca alterações nas tubas uterinas, que incham e causam obstrução do canal, impedindo a passagem do espermatozoide. No homem, a infertilidade pode acontecer graças à contaminação do esperma, que mata os espermatozoides.

Problemas na gravidez ou pós-parto

Nem todos os infectados apresentam esse quadro. Caso a mulher consiga engravidar, a doença pode se manifestar durante a gestação, provocando parto prematuro, rompimento da bolsa antes do tempo previsto ou até mesmo aborto. Se a mulher também não for atingida pelo problema durante a gravidez, pode ser que o bebê seja afetado, nascendo muito abaixo do peso, com conjuntivite ou pneumonia. Após o parto, a mãe também pode apresentar uma grave infecção no útero, chamada endometrite.

Evolução e morte

Justamente por ser uma doença difícil de ser percebida, é comum que a clamídia evolua sem o tratamento correto. Quando isso acontece, as chances são grandes de o problema vir a desenvolver uma septicemia (ou sepse), que é a infecção generalizada do organismo, com altíssimo risco de morte.

Prevenção e tratamento

A única maneira de estar segura contra a bactéria é mantendo relações sexuais com proteção de camisinha – tanto no sexo vaginal, quando no oral ou anal – e visitando regularmente um médico, que pode descobrir a doença através de exames de sangue e de imagem, além da coleta de secreção para análise.

Detectado o problema cedo, o tratamento pode ser feito através de antibiótico e anti-inflamatório por via oral ou até mesmo pela veia. Já um quadro mais avançado da doença pode precisar de cirurgia para lavagem do organismo ou, em outros casos, retirada dos órgãos infectados pela bactéria.