mulher

Cirurgia íntima é simples e apresenta bons resultados, explica médico

cirurgia intima reconstituicao vaginal

As deformidades na região genital, com acúmulo de tecido adiposo, ainda são pouco discutidas, porque a maioria das mulheres se sente constrangida em comentar com as amigas ou com o parceiro. A situação pode causar futuros problemas psicológico e até comprometer o relacionamento afetivo. Para resolver o problema, é possível recorrer à cirurgia íntima, conhecida como ninfoplastia, que atua na redução dos pequenos lábios. "A correção cirúrgica é simples, pode ser realizada com uma anestesia local e uma sedação, dura em torno de 40 minutos e a paciente tem alta no mesmo dia. É uma cirurgia que apresenta bons resultados e é quase sem queixas de dor", afirma o cirurgião plástico Marcelo Norio Inada.

Leia também:

Ginecologista responde as dúvidas mais comuns dos consultórios

Novas técnicas de cirurgias plásticas garantem procedimentos mais seguros

Sentir dor na hora H é um sinal de que algo não vai bem na saúde

Ele explica que não existe idade mínima para a realização da cirurgia e que é comum até mesmo jovens por volta de 18 anos apresentarem aumento nos pequenos lábios. "É uma tendência genética, em alguns aparece mais cedo, em outros mais tarde, e varia o tamanho também. O mais importante é escolher um cirurgião plástico que tenha conhecimento nas técnicas cirúrgicas desta região, já que é necessário a preservação da pele localizada próxima ao clitóris para a preservação da sensibilidade e do prazer", observa. Também é necessário realizar todos os exames pré-operatórios e uma avaliação cardiológica.

No pós-operatório, o ideal é manter a região sempre seca, evitar movimentos bruscos ou qualquer esforço físico por um mês, incluindo a atividade sexual. No começo podem ocorrer inchaços e edemas, que vão diminuindo a cada dia e desaparecem completamente depois de três ou quatro semanas.

É importante ressaltar também que a cirurgia íntima é diferente da cirurgia da reconstituição de hímen, que é intravaginal, reconstruindo e remodelando a região. O médico acredita que, em ambas, a melhora é muito mais no aspecto psicológico do que no físico, pois aumenta a autoestima das mulheres.