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Aula de Pole Dance queima 500 calorias

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Marianna Feiteiro / Bolsa de Mulher

As aulas de Pole Dance estão caindo no gosto popular, e nem mesmo os homens estão resistindo. Apesar de ainda enfrentar muito preconceito, foi-se o tempo em que a modalidade estava atrelada a uma imagem vulgar e negativa. Hoje, alunos de todas as idades procuram a dança por diversos motivos, desde uma alternativa divertida à academia até o desejo de desenvolver a sensualidade e surpreender o parceiro.

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Segundo conta a instrutora de Pole Dance Alessandra Telles, de São Paulo, a escola onde ensina possui, hoje, alunas de 15 a 64 anos, de todos os biotipos. "Não é difícil. Todos conseguem fazer, basta treinar e adquirir força. É claro que é mais fácil para quem é pequeno e leve, mas é questão de prática e condicionamento físico", garante.

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]] Alessandra deu uma demonstração de Pole Dance durante a 20ª Erotika Fair (SP). Crédito: Marianna Feiteiro / Bolsa de Mulher

As aulas são mistas, ou seja, incluem alunos de todos os níveis – básico, intermediário, avançado e master. A professora vai em cada poste e dá orientações individuais de acordo com a aptidão de cada aluno. Todas as aulas começam com giros e movimentos estáticos, e, no final, os alunos dançam no poste, aplicando as técnicas aprendidas.

Alessandra garante que a dança substitui completamente a academia e que cada hora de aula queima, em média, 500 kcal. "Nas primeiras duas semanas, o aluno não consegue nem acenar", brinca. "Trabalhamos muito o conjunto de músculos superior através dos giros, para adquirir força. Depois desta fase, começamos a fazer inversão [ficar de ponta cabeça no poste] e trabalhar as pernas", explica a professora.

A parte sexy da dança é intrínseca aos próprios movimentos. Segundo Alessandra, assim que a aluna começa a frequentar as aulas, já passa a desenvolver sua feminilidade e sensualidade. "A mulher já vai estar com uma roupinha mais curta, que é necessário para deslizar melhor no poste. Ela se olha no espelho, vê o que consegue fazer, que está rebolando e percebe que, com o tempo, o corpo vai mudando, e isso é um benefício tremendo para sua autoestima", garante a professora. Segundo ela, o sentimento que dá quando se está dançando no poste é de autoconfiança. "Eu me sinto muito segura, primeiro porque sei que todos estão me olhando, segundo porque sei do que sou capaz, terceiro porque treino Pole Dance há muito tempo, então sei que os movimentos que faço são de força, e quarto porque é uma dança que as pessoas gostam de olhar, é muito sensual", descreve.

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]] Crédito: Marianna Feiteiro / Bolsa de Mulher

Homens

De acordo com a profissional, o número de homens que têm aderido à modalidade é cada vez maior, muito graças aos atletas brasileiros que vêm se destacando no cenário internacional. Ela explica que, no caso deles, a dança é bem diferente. "Existe uma diferença muito grande nos movimentos. Os homens têm de fazer mais força, é muito mais um trabalho de isometria, aí a sensualidade fica de lado", esclarece.