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Órgão que você nem imagina é seu "segundo cérebro" e mexe com suas emoções

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O cérebro e o coração podem até levar a fama, mas existem mais partes do corpo relacionadas com as emoções. O intestino, por exemplo, já foi até apelidado de "segundo cérebro". Quer entender o porquê? Leia tudo a seguir.

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Intestino e humor: entenda a relação 

A flora intestinal, também chamada de microbiota, é composta por uma infinidade de bactérias cujas funções vão além da digestão dos alimentos. Nas últimas décadas a ciência passou a estudar a fundo sua relação com a regulação do humor.

Uma dessas descobertas foi feita pelo pesquisador Mark Lyte, que analisa a relação entre intestino e mente há 30 anos. Seu achado diz respeito às quantidades dos hormônios serotonina e dopamina secretadas pelo órgão. Respectivamente, mais de 80% e 50% da produção corporal total deles vem do intestino. As substâncias são relacionadas à regulação do humor e sensação de bem-estar, entre outras funções.

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Outra substância liberada é o ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor inibidor que "acalma" a atividade nervosa e é utilizado em drogas para tratar ansiedade, como Valium e Xanax.

A produção de GABA, serotonina e dopamina estaria relacionada a tipos específicos de bactérias da microbiota intestinal e, portanto, a quantidade desses importantes hormônios para a regulação do humor seria determinada pelo intestino.

Baixas quantidades das três substâncias estariam relacionadas tanto a distúrbios digestivos quanto emocionais. De acordo com Associação Americana de Ansiedade e Depressão, entre 50% a 90% das pessoas que procuram tratamento para a Síndrome do Intestino Irritável também estão lidando com ansiedade e depressão.

Tratamento

Ainda não existe nenhum método que mude a composição das bactérias no intestino, mas alguns estudos trazem indícios de que o transplante fecal e o uso de probióticos podem ajudar.Uma pesquisa publicada no periódico Pharmacology achou que o consumo de probióticos diminuiu os níveis do hormônio cortisol (causador de estresse) e aumentou a assimilação de informações positivas, em detrimento das negativas, em 45 pacientes.