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Como lidar com alguém da família em depressão

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A depressão é uma doença que aparece na surdina. Muitos sintomas passam despercebidos por amigos e até mesmo pela família. Ficar atento aos sinais e às mudanças de hábito das pessoas mais próximas é importante para um diagnóstico precoce e, consequentemente, um tratamento mais eficiente.

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Sintomas de depressão 

O psiquiatra Geraldo Possendoro, mestre em Neurociências e Comportamento, diz que existem três comportamentos sugestivos que podem ser notados pela família. O primeiro, é perder o prazer em fazer coisas que ela regularmente fazia, como tocar violão ou colecionar alguma coisa. "Esse é um aspecto central, altamente sugestivo. Mas só ele não basta", diz. Depois disso, vêm as alterações de sono e apetite. A pessoa começa a comer menos e ter dificuldade para dormir. Ou acorda no meio da noite, e não consegue dormir mais. Esses são sintomas da depressão típica.

Na depressão atípica, acontece o contrário. O doente tem aumento de apetite e excesso de sono. Humor depressivo, isolamento, e diminuição da libido também podem ser sintomas.

O que fazer quando um parente tem depressão 

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Ficar atento aos sinais é importante. Mas lembre-se: apenas um especialista poderá confirmar o diagnóstico. Para convencer o familiar a procurar ajuda, é preciso muita sensibilidade. "Deve-se escolher o lugar adequado, o momento adequado,  ser específico e amigável. Você não pode fazer com que a pessoa se sinta ofendida", adverte o psiquiatra. Reúna um ou, no máximo, dois familiares muito próximos para essa conversa.

Geraldo explica que um argumento válido é mostrar ao familiar como ele mudou ou como ele tem se isolado. No caso de cônjuge, aponte como a atividade sexual diminuiu. Fale num momento em que a pessoa esteja relaxada. Jamais após um atrito. Se for falar de algum aspecto emocional, fale da sua emoção, não da emoção do outro. Diga que você está preocupado, e que ver a pessoa naquela situação está te magoando. Se a pessoa se recusar, não exploda, e não mude de assunto. "O foco da conversa é depressão", adverte o psiquiatra.