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Vaginose bacteriana: sintomas e tratamento da doença que pode atacar sua região íntima

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A vaginose bacteriana é uma doença comum, mas que ainda gera muitas dúvidas na maioria das mulheres. A primeira delas é em relação à sua forma de contágio. A ginecologista e obstetra Patricia de Rossi, do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, esclarece que a doença não é não é resultado de contaminação por meio de relações sexuais. Ela ocorre pelo desequilíbrio da flora vaginal, quando os lactobacilos – bactérias protetoras – estão ausentes e há proliferação de bactérias como Gardnerella vaginalis e Mobiluncus.

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Sintomas da vaginose

Outra dúvida frequente é confundi-la com a vaginite, que é uma inflamação. "Diferente da vaginite, a vaginose não costuma ser acompanhada de ardor", explica a médica.

Segundo ela, o principal sintoma é, sem dúvida, o mau cheiro na vagina – semelhante a peixe podre – que se acentua após as relações sexuais sem proteção e durante a menstruação. "Isso acontece porque o sêmen e o sangue são alcalinos e aumentam o pH da vagina, liberando substâncias com odor fétido", diz. Como nem sempre o corrimento vaginal está presente, se a mulher notar esse odor é importante que procure o ginecologista.

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]] Mau cheiro na vagina é o principal sintoma do problema (Crédito: Thinkstock)

É possível prevenir?

A médica explica que, mesmo não havendo um conhecimento exato sobre as causas da vaginose, algumas situações facilitam o surgimento do problema e, por isso, devem ser evitadas. "Uma delas é evitar as duchas vaginais, uma vez que isso pode diminuir a quantidade de lactobacilos responsáveis pela proteção natural", afirma.

Além disso, alguns estudos apontam que fumar aumenta a chance de infecções genitais ao diminuir a resistência imunológica local. "O dispositivo intrauterino (DIU) também pode ser um fator de risco. O sexo desprotegido, como mencionado anteriormente, também deve ser evitado".

Tratamento para vaginose

"O melhor  tratamento da vaginose se baseia no uso de antibióticos que combatem o maior número desses micro-organismos, mas, em um terço dos casos, ela pode retornar", alerta. Ela diz ainda que algumas mulheres podem achar que o consumo de alguns laticínios (por conter lactobacilos) pode evitar a vaginose, mas não há comprovação de que tenham eficácia preventiva ou terapêutica.

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]] Tratamento deve ser feito com antibióticos (Crédito: Thinkstock)

Vaginose na gravidez

Durante a gestação, o surgimento da vaginose pode estar relacionado aos partos prematuros e infecções pós-parto. "Apesar da doença não ser sexualmente transmissível, facilita a contaminação por outras patologias relacionadas ao contato sexual. De qualquer forma, o que se recomenda é a procura por um ginecologista assim que notar algum sintoma", finaliza.