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Ovo previne doenças, retarda envelhecimento e pode melhorar colesterol

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Por mais de 40 anos, o ovo foi considerado vilão para quem tem colesterol alto. Nos últimos anos, porém, diversos estudos ao redor do mundo mostraram que, muito longe de ser um vilão, o ovo é mesmo um ‘mocinho’. "Por muito tempo, acreditou-se que a ingestão de alimentos com alto conteúdo de colesterol, entre eles o ovo, tinha relação direta com os níveis de colesterol sanguíneo e, consequentemente, com a ocorrência de doenças cardiovasculares. Mas, atualmente, um grande número de estudos tem mostrado que o conteúdo de colesterol dos alimentos tem pequena ou nenhuma influência nos níveis de colesterol sanguíneo. Mais ainda, a ingestão de ovos parece promover uma melhora nos tipos de moléculas de colesterol, o que pode estar relacionado a outros nutrientes presentes neste alimento, como a luteína e a zeaxantina, que têm potentes efeitos antioxidantes", explica a nutricionista Maria Cristina Morales, da Clínica Bersou, em São Paulo.

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Entre os principais nutrientes do ovo estão proteínas, vitamina A, vitaminas do complexo B, entre elas ácido fólico e vitamina B12, carotenoides, biotina, colina, fósforo, selênio, gordura monoinsaturada e colesterol. A nutricionista explica que, devido à sua complexa combinação de nutrientes, o ovo possui diversos benefícios, como contribuir com o crescimento e desenvolvimento dos músculos e tecidos, melhora do sistema imunológico, melhora da função cognitiva e memória, prevenção de doenças neuro-degenerativas, retardo do envelhecimento celular por seus efeitos antioxidantes, melhora da pele, unhas e cabelos, formação de hormônios e vitaminas, redução do risco de câncer, formação de neurotransmissores como a serotonina, e aumento do HDL.

Estudos recentes afirmam que o consumo de um ovo ao dia é seguro, traz diversos benefícios e não está relacionado a doenças cardiovasculares. "O consumo pode ser de várias maneiras, entre elas cozido, frito, mexido ou na forma de omelete. Porém, alguns cuidados devem ser observados no preparo. É importante evitar o consumo de ovo cru ou mal passado, de maneira a minimizar os riscos de uma infecção por salmonela, bactéria que pode ser encontrada na casca do ovo e que algumas vezes pode migrar para seu interior. Também é recomendado utilizar, quando necessário, pequenas quantidades de gordura no preparo. No caso de omeletes, o ideal é incrementá-los com ervas, temperos, legumes, verduras e queijos magros, evitando queijos gordurosos e embutidos", orienta.

Outro mito quebrado é o de que a clara do ovo faz bem, enquanto a gema faz mal. "Na realidade a maior parte dos nutrientes do ovo encontra-se na gema, o que a torna um alimento muito rico. Já a clara contém diversos tipos de proteínas que podem ser reconhecidas como estranhas por nosso sistema imunológico, o que faz com que o ovo seja um dos alimentos com maior potencial de causar alergias. A clara deve ser evitada por crianças menores de um ano e pessoas com histórico de alergias alimentares", alerta.

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