Cisto no ovário e tumor: especialista explica diferença

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câncer de ovário costuma ser uma doença silenciosa, o que dificulta as chances de tratamento e cura. Por isso as mulheres devem estar sempre atentas.

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Entre os principais sintomas que costumam levar à investigação diagnóstica do problema estão a dor pélvica, dor durante a relação sexual, aumento progressivo do volume da barriga, alterações no ritmo alimentar e aumento da frequência urinária. Se algum deles persistir por algumas semanas, é um sinal de que é preciso buscar ajuda médica.

O que causa os cistos e tumores?

Uma das maiores dúvidas em relação ao problema diz respeito à diferença entrecisto e tumor no ovário. O médico radiologista Osmar Saito, do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), explica que os cistos são muito mais frequentes do que o câncer.

"O cisto ginecológico simples geralmente é formado por líquido de aspecto homogêneo, sem vegetações sólidas nas suas paredes internas. Por outro lado, o tumor é uma massa anormal de tecido, geralmente sólida, mas que poderá conter alguma quantidade de líquido também. Vale ressaltar que nem todos os nódulos com vegetações são malignos", esclarece.

Outro problema que também pode apresentar cistos no ovário com septos e conteúdo espesso, que muitas vezes sugerem tumores de natureza maligna, é a endometriose. Outros tumores que atingem pacientes jovens são os teratomas, cujo componente maior é a gordura, mas podem ter dentes e, espantosamente, até cabelo. "Embora benignos, eles podem sofrer ação gravitacional e torcer o ovário, resultando numa urgência cirúrgica", afirma.

Segundo o médico, o surgimento de cistos com formas diferentes, como septos, vegetações internas e líquido espesso, gera mais preocupação quando acontece em pacientes na menopausa, pois podem favorecer metástases precocemente.

"Se diagnosticados a tempo e retirados cirurgicamente, esses tumores costumam ter altos índices de cura. Portanto, o grande aliado da saúde da mulher é o exame clínico periódico, seguido de perto dos exames laboratoriais e dos exames de imagem, como o ultrassom", alerta.

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Mas os sintomas podem aparecer também em mulheres mais jovens. Por isso, em todos os casos, buscar a orientação de um especialista é o mais recomendável.

Câncer de ovário

A doença, que costuma ocorrer com mais frequência depois dos 60 anos, vem diminuindo gradativamente nos últimos vinte anos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no ano passado foram registrados pouco mais de 6 mil novos casos no Brasil. Entretanto, em 75% das vezes o câncer já estava em estado avançado no momento do diagnóstico – o que reforça a importância da prevenção.