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Câncer de pele: causas, sintomas e tratamento

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Estudo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontou que, em 2012, 134.170 novos casos de câncer de pele foram registrados no país, sendo a maioria em mulheres. A doença já responde por 25% de todos os tumores malignos registrados.

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A incidência do câncer de pele é maior em quem tem pele e olhos claros, em quem se expõe ao sol com frequência e de forma prolongada, e em quem tem mais de 40 anos. "Os efeitos do sol em nossa pele tem efeito cumulativo, iniciando-se desde a infância. A exposição crônica gera uma sobrecarga de radicais livres, que acaba esgotando os mecanismos de defesa da pele, quando então a célula inicia um processo de envelhecimento. Nesta situação, o estresse oxidativo causa mutações genéticas no DNA das células da pele, aumentando a chance de formações de células cancerígenas", explica a dermatologista Cintia Otsubo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Tipos de câncer de pele

Carcinoma basocelular

Corresponde a 70% dos casos. É o tipo mais comum e menos agressivo, e se origina do crescimento anormal de células da camada mais profunda da pele.

Carcinoma de células escamosas

Ocorre quando há alterações nas células presentes na camada central da epiderme e corresponde a 25% dos casos. Assim como o carcinoma basocelular, possui baixa letalidade e apresenta índices de 90% de cura, se tratados precocemente.

Melanoma maligno

É o tipo mais raro de câncer de pele e representa apenas cerca de 4% dos casos. É, também, o mais perigoso. Ocorre nas células que produzem o pigmento da pele e, se não for diagnosticado a tempo, pode levar à morte. Além disso, pode espalhar a doença rapidamente para outros órgãos do corpo.

Causas do câncer de pele

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]]Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a doença não está relacionada apenas à radiação solar. Outros fatores, como úlceras, processos inflamatórios crônicos na pele, exposição no trabalho ao arsênico, radioterapia e cicatrizes ou queimaduras na pele também podem contribuir para o desenvolvimento do câncerde pele.

Segundo a dermatologista, há ainda fatores genéticos. "Ter um histórico familiar de melanoma aumenta o risco de ocorrência desse câncer. Há também as pintas espalhadas pelo corpo, pois algumas são mais propensas a desenvolver a doença. Pessoas que já tiveram algum melanoma também têm maior risco de ter outro", afirma.

Sintomas do câncer de pele

A dermatologista explica que a maioria deles não apresenta nenhum sintoma, não coçam, não doem e não incomodam. Por isso, é recomendável fazer um autoexame na pele uma vez por mês usando um espelho. "Eles podem se apresentar como qualquer lesão, com aspecto de nódulo, tumor ou mancha. Podem ser pequenos, brilhantes, lisos, escamosos e ásperos, firmes, avermelhados, com crostas ou sangramentos", alerta.

Geralmente, as lesões do câncer de pele são assimétricas, têm bordas irregulares, cores diferentes e diâmetro maior que 6 mm (equivalente ao tamanho de uma borracha de lápis). Além disso, qualquer formação na pele com sangramento ou de difícil cicatrização requer uma atenção especial. "Toda alteração da pele deve ser informada imediatamente ao seu dermatologista".