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Dieta sem carboidrato: malefícios para a saúde

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Istockphoto/Thinkstock

As dietas da moda, que prometem o corpo perfeito em poucas semanas e pregam hábitos alimentares malucos e pouco saudáveis, podem deixar o organismo em risco e, até mesmo, causar o efeito contrário ao esperado. Entre elas, está a dieta sem carboidrato, que propõem a restrição da substância na alimentação e prega o consumo de fontes proteicas em seu lugar. Apesar da promessa de emagrecimento rápido, a falta de carboidratos e o excesso de proteínas pode aumentar os riscos de doenças cardiovasculares e até dificultar a perda de peso. 

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Carboidrato engorda? 

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Há alguns anos, o carboidrato se tornou o vilão da dieta, resultando em uma enxurrada de novos regimes, que excluíam a substância da alimentação, como promessa de emagrecimento rápido. Apesar de alguns alimentos ricos em carboidratos serem bastante calóricos e prejudiciais à saúde, consumí-los com bom senso e da maneira correta é essencial para o bom funcionamento do organismo e até mesmo para o sucesso da dieta.

Segundo a nutricionista Paola Nunes, da clínica Super Healthy, substituir o carboidrato pela proteína aumenta, consequentemente, o consumo de gorduras saturadas, presentes em alimentos de origem animal, que aumentam a produção de substâncias pró-inflamatórias, maléficas ao bem-estar do coração. 

“Além dos problemas cardiovasculares, alguns dos primeiros sintomas sentidos são a desidratação, a hipoglicemia, fraqueza e dores de cabeça. Tudo isso acontece em função do esforço que o corpo faz para se adaptar à ausência de carboidratos e conseguir manter as funções vitais”, explica Paola.

A nutricionista também cita a existência de estudos, que apontam que mais de 50% das pessoas que seguem a dieta low carb, com maior teor de proteína, apresentam aumento nos níveis de colesterol, surgimento de cálculo renal, infecções recorrentes, pancreatite aguda e osteopenia. 

Como consumir carboidrato 

Para pessoas saudáveis, Paola indica que de 60% a 65% da energia consumida diariamente seja proveniente de carboidratos. “Por ser a única fonte de energia para o cérebro, e a uma das principais fontes para a maioria das células humanas, é importante que o intervalo entre o consumo de porções de carboidratos seja feito, no máximo, a cada 4 horas. Além disso, é melhor optar por carboidratos que contenham maior teor de fibras, ou seja, integrais, e que possuam menor índice glicêmico. Isto quer dizer, alimentos que não elevarão o açúcar no sangue tão rapidamente”, aconselha.

Entre os alimentos integrais e de baixo índice glicêmico estão a batata-doce, o milho, o arroz integral e a maçã com casca.