mulher

Antioxidante, um cura tudo?

Antioxidante um cura tudo2
gabrieldome - RF - Thinkstock

Ao que parece, todos os dias a comunidade científica descobre um novo antioxidante, pronto para curar tudo, do resfriado ao câncer. Publicitado e difundido como uma panaceia de nutrientes, os antioxidantes, todavia, escapam ao entendimento de muitos. Afinal, como é que funcionam no corpo humano, e que impacto real tem na nossa dieta?

O bê-à-bá do poder anti

Mas, afinal, o que são antioxidantes? O título pode ser dado as vitaminas, fito nutrientes, entre muitos outros. Quanto a sua ação, a resposta depende de entender as espécies reativas do oxigênio no corpo humano. E para entender essas ações reativas, é necessário entender, também, como as células produzem energia. Para isso, faremos uma avaliação rápida de como ocorre o metabolismo energético celular.

Em cada célula do seu corpo a energia é produzida a partir de uma estrutura especializada, que são as chamadas mitocôndrias, que são parte integrante das células. Podem ser qualificadas como seres realmente estranhos, que contêm seu próprio DNA, e que fazem produção independente de proteínas. Em resumo, uma mitocôndria é uma potência energética, que equivale a central de poder da célula.

Através de um processo bastante complexo, as mitocôndrias pegam carboidratos, proteínas e gorduras que estão em excesso, e transforma-os em moléculas de carbono. A partir daí, ocorrem vários processos, também complexos (não vamos abordá-los ao detalhe para que o artigo não fique, nem quase infinito, nem chato para ler), onde tudo é organizado e otimizado de forma a criar a energia funcional, usada por nossas células.

Porém, antes de finalizar a produção de energia, por vezes, o processo falha. Por conta de moléculas instáveis de oxigênio que interagem nesta dinâmica (que está acontecendo agora no seu corpo), são criados os perigosos radicais livres. São perigosos porque são altamente reativos e impiedosos no ataque as ligações químicas existentes em cada uma das células.

Sua ação é tão nociva, que os estragos se estendem as proteínas, enzimas, e até ao DNA. É por isso que seu corpo pode ficar com o peso acima do normal, ou envelhecer mais rápido. E é por esse dano que também são criados tumores de câncer, ou doenças degenerativas, como o Alzheimer. E se você não for grande contribuinte da própria saúde, e comer gorduras além do permitido e beber pouca água, num exemplo, o quadro se agrava ainda mais. Mas é aí que os antioxidantes entram em cena.

Entram em cena e curam tudo mesmo?

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]]

Imagine o radical livre como o bandido que quer derrubar suas defesas, quer te deixar gordo, flácido e doente; e o antioxidante como o mocinho que mata o bandido antes que ele possa agir. A afirmação mais correta seguindo este contexto, seria dizer que o antioxidante não cura, mas sim, previne, já que neutraliza e elimina as moléculas nocivas, os radicais maus da fita.

Para quem ainda têm dúvidas, basta saber que os ensaios clínicos já realizados comprovaram benefícios reais em indivíduos que mantêm uma dieta regular repleta de antioxidantes. Um legume ou fruta, que por regra combinam 1 ou 2 antioxidantes, podem sim salvar sua saúde. Porém, há que manter não só constância, como fazer a ingestão na quantidade adequada (1 soldado antioxidante contra um batalhão de radicais livres não fará nada!). A quantidade de antioxidantes necessária para que seu corpo funcione bem equivale ao consumo de 5, seja legume, seja fruta, todos os dias. E quanto mais coloridos forem estes 5, mais reforçado estará seu sistema na luta diária contra os radicais livres, os causadores de doenças.