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Mulheres alvo de racismo na web: Ludmilla é nova vítima de haters

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Instagram ludmilla

Ludmilla usou sua conta no Instagram no último fim de semana para mostrar os ataques racistas que vem sofrendo e pedir ajuda das autoridades para identificar quem é o autor dos comentários.

Vítima de preconceito racial

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De acordo com a cantora, esta não é a primeira vez que este homem a ataca. Ludmilla chegou a bloquear o rapaz, mas ele insiste em ofendê-la em outros perfis. No print, é possível ver que ele a chamou de "criola nojeta" e "macaca".

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Na legenda do desabafo, a cantora diz que quer justiça e que, neste caso, vai até o fim. Em entrevista ao site de notícias da Globo, o G1, o empresário artístico de Ludmilla, Alexandre Baptestini,  afirmou que ela irá registrar ocorrência nesta segunda-feira (23) na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro.

Alexandre diz que a funkeira ficou chateada e chorou ao ver que voltou a ser ofendida pelo mesmo homem.

Ofensas racistas

Adélia Soares

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Paulo Belote/TV Globo

Esta não é a primeira vez que uma artista é vítima de racismo. Em abril, a ex-BBB Adélia contou que começou a receber ataques depois de entrar no reality show.

"O que me incomodava eram as ofensas, a injúria, me chamaram de macaca, falavam para eu ir lavar o banheiro, o preconceito racial ficou muito claro", relembrou.

Adélia, que é advogada, procurou a delegacia especializada em crimes cibernéticos e prestou queixa no dia 29 de abril.

Atrizes globais e a jornalista Maria Julia Coutinho também foram ofendidas recentemente em seus perfis no Instagram e no Facebook.

Cris Vianna

Cris recebeu dezenas de comentários racistas após publicar uma foto sua no Instagram. Ela foi chamada de "macaca", "porco espinho", " bombril", entre outros xingamentos. Em resposta aos insultos, ela disse ter orgulho da cor da sua pele, de seu cabelo e de sua origem.

Sheron Menezzes

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Desprezíveis Racistas Não adianta entrar na minha página e escrever absurdos, xingamentos e agressões pois vão ter que engolir a mim e a tantas outras pessoas negras em nosso país! Já esperava por isso depois do que fizeram com minhas amigas e colegas, então quero lhes dizer que saiam da frente com sua inveja, pois estamos passando com o nosso cabelo maravilhoso, com a nossa linda cor, nossa beleza, nossa educação e nossa inteligência. Não adianta colocar uma máscara de macaco no meu rosto ou tentar me ofender porque isto não me atinge! Fui treinada desde criança, e sei o meu valor! Mas atinge milhões de pessoas no Brasil que sofrem essa discriminação todos os dias! E é por elas que resolvi me manifestar. Tomarei as providências cabíveis. Acho melhor tirarem as suas máscaras e se revelarem publicamente, pois se não o fizerem a Polícia Federal o fará. Um a um vocês vão atacando e um a um vocês vão sendo identificados. Racismo e intolerância mataram e continuam matando milhares de pessoas, e quem pratica esse crime deve ir para o seu lugar, a cadeia.

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Sheron também decidiu se pronunciar após ser vítima de comentários preconceituosos. Ela escreveu um desabafo inspirador e disse que tomaria as providências cabíveis.

Taís Araújo

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taisdeverdade/Instagram

Em novembro de 2015, a vítima foi a atriz Taís Araújo. Na época, ela procurou a delegacia para prestar depoimento e registrar um boletim de ocorrência.

No fim de março, três suspeitos de terem promovido os ataques racistas contra Taís foram presos em Santa Catarina, na Bahia e em São Paulo. Eles foram liberados poucos dias depois e vão responder em liberdade pelos crimes de racismo, injúria racial e formação de quadrilha e podem ter pena de até 12 anos de prisão.

Maria Julia Coutinho

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(Reprodução/Rede Globo)

Já os ataques à jornalista Maria Julia Coutinho foram feitos na página do Jornal Nacional, telejornal em que Maju apresenta a previsão do tempo. Entre os comentários publicados na página estavam: "Não bebo café pra não ter intimidade com preto", "preto só vai à escola quando ela está em construção" e "só conseguiu emprego no Jornal por cotas".

No dia do ocorrido, os jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos deram início à campanha #SomosTodosMaju e a jornalista usou parte do programa para agradecer o apoio e desabafar.

Racismo é crime

Racismo é um crime inafiançável e imprescritível no Brasil. Todos os casos acima podem ser enquadrados como injúria racial por se tratarem de ofensas à honra de alguém com base em elementos referentes à raça e cor.

Como denunciar?

Para denunciar, basta discar 156 e em seguida selecionar a opção 7. (Informação oficial do portal do Governo brasileiro)

#seráqueéracismo: campanha com denúncia de preconceito racial viraliza