hacks

Ensinar brincadeiras antigas às crianças promove saúde

videogame shutterstock 46386346 2

Jogos de videogame e computador são os desejos da maioria dos pequenos hoje em dia. Tudo bem, se divertir com o controle ou teclado na mão pode ser bem interessante também, mas para as mamães isso não parece ser muito saudável. E de fato, a atividade não é para toda hora. Para driblar esse problema e oferecer novas formas de a criança se divertir, a dica é simples e prazerosa: busque na memória e ensine aos menores quais eram as suas brincadeiras preferidas na infância.

"Corre cotia, brincadeiras de roda, amarelinha, cinco marias, pular corda, pega pega, brincar de casinha, representar, construir cidades, fantasiar-se, esconde-esconde, brincadeiras de palmas, cama de gato, bolinhas de gude, bola, boneca, carrinhos, motocas, bicicletas", lista a criadora e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas com crianças (NEPSID) Adriana Friedmann, que explica a importância de estimular o retorno dessas atividades. "As brincadeiras desenvolvem a imaginação, a fantasia, promovem o desenvolvimento integral do corpo e da cognição, trabalham as emoções, a paciência de esperar sua vez, incrementam o vocabulário, desafiam a coordenação motora e incentivam as trocas com outras crianças, entre outros benefícios".

A especialista, que tem vários livros lançados sobre assuntos relacionados à infância – entre eles, "O Desenvolvimento da Criança Através do Brincar", publicado em 2006 pela Editora Moderna –, conta que é muito mais interessante que as crianças convivam pessoalmente do que virtualmente. "Sempre é benéfico que existam outras formas de comunicação, mas precisa ser dosado. Brincar em espaços ao ar livre é fundamental, essencial para o desenvolvimento saudável das crianças. Para o corpo, para confrontar diversos desafios, interagir com a natureza, com outras pessoas, aprender novas atividades e conviver com sua comunidade e sua cultura", salienta, reconhecendo que os jogos eletrônicos também têm sua importância.

"Videogame desenvolve habilidades, estratégias e agilidade. Mas não é para todo mundo! É indicado apenas depois dos sete anos e por apenas uma hora diária. Os pais devem ter cuidado com o conteúdo, evitando violência. É importante acompanhar de perto as reações da criança e, se possível, jogar junto eventualmente, pedindo para ensinar, criando assim um canal de comunicação mais próximo com os filhos".

E então, existe algum motivo para não começar a brincadeira? Dispensar um tempinho para lembrar do que te fazia feliz quando pequena, pode fazer voltar a ser criança. E quem sabe, depois, não seja interessante entender também o novo universo infantil, disputando algumas partidas no game das crianças? Vale a disputa para ver quem se diverte mais.