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Amamentar em público é errado? Fotos chocam para conscientizar que não é

amamentar em publico
Divulgação/When Nurture Calls

*Informações atualizadas em abril de 2015

Uma campanha mexicana trouxe mais uma vez, através de fotos, o debate sobre a amamentação em locais públicos. Feito por estudantes da University of North Texas, o projeto "When Nurture Calls" (quando a nutrição chama, em português) tem o intuito de aprovar um projeto de lei que está tramitando no Congresso do país. O HB 1706, se aprovado, protegerá mães que decidirem amamentar seus filhos em locais públicos.

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As fotos reúnem mulheres amamentando em banheiros pequenos, sujos e apertados junto com o texto "você comeria aqui? As mães que amamentam em público reclamam que nem sempre estão protegidas pela lei contra o assédio e rejeição pública. Muitas vezes são forçadas a amamentar em locais isolados, tais como casas de banho públicas. Para contribuir com uma tomada de decisão, visite: whennurturecalls.org, porque um bebê nunca deve ser alimentado dentro de um banheiro" - tradução livre - para conscientizar a população de que mães não precisam alimentar seus filhos afastados ou isolados do convívio social.

Amamentação no Brasil

A ONU (Organização Mundial de Saúde) recomenda que o leite materno seja o alimento exclusivo do bebê até os seis meses de idade e que até os dois ou mais sirva de complemento junto com outros alimentos. O Mistério da Saúde apoia a recomendação.

Entretanto, no Brasil o cenário não é diferente do México. Recorrentes casos mostram o descaso com a amamentação. Relatos mostram como mães são repreendidas ou constrangidas quando decidem alimentar seus filhos em locais públicos.

Exemplo é o caso da turismóloga Geovana Cleres, que afirmou, em entrevista à Coluna Maternar, da Folha de São Paulo, que foi impedida de amamentar sua filha Sofia de um ano e quatro meses no Sesc Belenzinho, em São Paulo, em 2013. "Ela [funcionária do local] falou que outras crianças poderiam ficar olhando e ficariam com vontade, o que é um absurdo. Depois, ela disse que outras pessoas já reclamaram porque se sentiram ‘constrangidas’ ao ver a cena. Resolvi perguntar se fosse dar mamadeira se eu poderia dar ali. E adivinha qual foi a resposta? Que sim. Um absurdo", relatou a mãe.

O assunto, no entanto, já é polêmica desde 2011, quando a antropóloga Marina Barão foi proibida de amamentar seu filho Francisco, na época com três meses, no espaço do Itaú Cultural.

Para responder a sociedade, mulheres e mães costumam organizar mamaços em locais que discriminam a amamentação. O evento consiste em uma reunião de mulheres que alimentam seus filhos livremente em forma de protesto. Para elas, colocar os seios para fora não tem nada de obsceno e nenhuma conotação sexual. O ato serve para alimentar os pequenos e aumentar o vinculo entre mãe e bebê. "Lugar de amamentar uma criança é onde ela sentir fome", afirmam.

Multa por proibir amamentação em público

Na cidade de São Paulo já é lei: qualquer estabelecimento do município que proibir mães de amamentarem em público deverão pagar multa de R$ 500. Aprovada pelo prefeito Fernando Haddad e valendo desde 14 de abril de 2015, a lei detalha que não é necessário existir uma "área segregada" para que os bebês sejam alimentados. Isso significa que, mesmo que exista essa área, a mãe pode se sentir livre para dar de mamar em qualquer local dentro do ambiente.

O caso da mãe orientada a não amamentar seu filho em público no Sesc Belenzinho foi o que motivou o vereador Aurélio Nomura (PSDB) a criar o projeto de lei. Segundo o texto, estão dentro dessa regra todo lugar, fechado ou aberto, destinado à atividade de comércio, cultural, recreativa ou prestação de serviço público ou privado. Em caso de reincidência, o valor da multa dobra.

Campanha no Brasil

Semelhante ao projeto mexicano é o português Projeto Loove, da jornalista Catarina Beato e do fotógrafo Tiago Figueiredo. As fotos registram mulheres amamentando em locais públicos. "Infelizmente há um estigma muito grande não só no Brasil, mas também em países da Europa, de que a mulher não pode amamentar na rua", diz Tiago para a Maternar. O profissional já fotografou mulheres na Angola, em Portugal e no Brasil.

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Divulgação/When Nurture Calls

Crédito: Divulgação/When Nurture Calls

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Crédito: Divulgação/When Nurture Calls

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Crédito: Divulgação/Projeto Loove

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