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Livre-se do sentimento de culpa e curta uma vida muito mais leve

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Se você faz parte do grupo de pessoas que quer sempre agradar sempre aos outros, sabe bem que assim pode acabar se esquecendo de cuidar de si mesma. É claro que isso é sempre ruim, pois jamais atingiremos o ideal que os outros têm de nós. Há também a frustração causada pela distância entre o que a própria pessoa almeja para si e a imagem criada sobre aquilo que criaram para ela, independente do seu papel social. É então que surge a famosa culpa. De acordo com o psicanalista Valter Barros Moura, a recomendação nesses casos é: "seja autêntica e não abra mão dos seus valores, desejos e sonhos, porque aquele que assim o faz, está buscando o encontro com a infelicidade e a frustração".

Outro fator que faz com que as mulheres, especialmente, se sintam muito culpadas é a sensação de não conseguir fazer tudo o que gostaria. "É preciso salientar que há tempo para tudo sim, e se permitir é abrir ou fechar espaços para cada coisa. Por exemplo: a mulher que trabalha fora, cuida dos filhos, da casa e ainda por cima é a companheira e amante. Se há roupas para passar, por que teria que passar tudo de uma vez? Passe as roupas mais necessárias ao uso imediato e, posteriormente, em outro dia, passe o restante. A casa está bagunçada? Melhor arrumar que limpar tudo de uma vez. Faça as coisas emergenciais e deixe para fazer as necessárias em outro momento. Não está no pique de fazer o jantar? Ótimo, se não há congelados no freezer, um lanche ou uma salada acompanhada de um prato mais simples e prático resolve. É preciso deixar de lado o "ter que",termo que nos pressiona diariamente, e a imediatez que a sociedade atual nos cobra", explica.

O psicanalista, porta-voz do livro "Não foi minha culpa" (Saberes Editora) diz que a dica maior que pode sugerir é: procure fazer o seu melhor, sempre. "Não importa a medida desse melhor, se muito ou pouco. É o seu melhor para aquele momento específico. Responsabilize-se moral e eticamente por esse melhor em quaisquer situações que se encontre, seja no trabalho, família e relações afetivas", afirma.

Veja outras dicas do livro:

Reconheça suas limitações. Esse é o primeiro passo para a harmonia e a satisfação. Lance exigências razoáveis a si mesmo e nutra expectativas razoáveis – nem altas nem baixas demais – quanto ao seu potencial.

Aceite o fato de que a vida não é justa. Cada um precisa agir a partir de seus pressupostos e potenciais, que variam para cada pessoa. Trabalhe para minimizar as injustiças que podem ser equilibradas e aprenda a conviver com aquelas sobre as quais é difícil agir.

Lembre-se de que você pode escolher e assumir a responsabilidade pelas suas escolhas. Você é livre e pode fazer escolhas, mas todas as suas palavras, ações e atitudes têm consequências – para você e para os outros.

Leve a sério os seus sentimentos de culpa e os dos outros. Não tenha medo desses sentimentos, mas avalie se trata-se de uma norma ou julgamento moral decisivo para você ou de expectativas que os outros têm em relação a você e às quais você não pode corresponder.

Cuide de sua autonomia. Faça escolhas próprias e independentes a respeito daquilo que afeta sua vida. Não deixe que outras pessoas ou o acaso decidam o que e quem você é, onde e como você vive sua vida. Não espere que os outros o conduzam e cuidem de você.

Censure, elogie e evite inventar desculpas. Para podermos conviver numa comunidade, precisamos ter regras comuns que todos sigam. Elogio é sempre bom e censurar é desagradável, mas necessário quando alguém é culpado ou agiu mal. Ser exigente em relação a isso é sinal de respeito. E nada de inventar desculpas para si ou para os outros.

Reconheça que a colaboração compensa. Não é feio nem imoral esperar ser tratado da mesma forma como tratamos os outros. Também não é imoral esperar recompensas, é uma questão de justiça. Mas lance exigências compatíveis com sua capacidade moral e a dos outros.

Lance mão de seu autorrespeito e de seu poder. Não deixe que outras pessoas ofendam você e sua dignidade e também não faça isso com os outros. O mais importante é ansiar pelo ser humano que você quer ser e jamais se esquecer de que cada um o poder sobre a própria vida. É você que decide!