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Importância da reeducação alimentar e de adotar hábitos saudáveis

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Quando se pensa em emagrecer, a primeira dúvida refere-se à dieta ideal para atingir o peso desejado. Na busca por informações para resolver o problema de peso, é bastante comum procurar amigos, parentes, visitar sites na internet buscando receitas milagrosas, matricular-se em academias para treinar, enfim, queimar e reduzir calorias.

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Para obter a melhor fórmula para o emagrecimento saudável, a primeira dica é procurar um profissional especializado ou nutricionista, pois somente estes têm condições de identificar com precisão qual é a origem do problema de peso. Geralmente a principal causa da obesidade é o estilo de vida adotado por cada pessoa, aliado à alimentação inadequada. Variáveis como estresse, qualidade do sono, ansiedade e nervosismo, vivenciados em proporções desequilibradas, resultam em reações químicas diversas no organismo; quando este não recebe a quantidade de nutrientes necessários ao seu bom funcionamento, apre- senta fragilidade no sistema imunológico, que resulta em acúmulo de substâncias nocivas, que podem gerar inflamações. Desta forma, se o corpo não tem nutrientes antioxidantes suficientes, não consegue eliminar essas substâncias. Vale lembrar que tudo que não pertence ao organismo gera um tipo de inflamação, e assim, ao longo da vida, o acúmulo dessas substâncias leva a inchaço ou obesidade inflamatória.

Alguns hábitos alimentares para aderir

  • Fazer até seis refeições por dia com intervalos de tempo regulares
  • Alimentar-se com tranquilidade, de preferência sentado
  • Efetuar a mastigação devagar, evitando ingerir líquidos simultaneamente
  • Procurar alimentar-se em ambiente tranquilo, evitar assuntos estressantes e inadequados ao horário das refeições
  • Para diminuir a velocidade de ingestão de alimentos, procurar descansar o talher entre uma garfada e outra
  • Beber bastante água, aproximadamente dois litros por dia
  • Evitar frituras e alimentos ricos em gordura
  • Procurar carnes magras, grelhadas ou cozidas
  • Comer folhas verdes à vontade
  • Comer frutas diariamente

Vários tipos de dietas já foram abolidos por restringirem alimentos mais calóricos. Estes cardápios extremamente restritivos acabam penalizando o organismo, e são limitados em nutrientes, gerando deficiências em vitaminas e sais minerais. O uso de medicamentos redutores de apetite é alternativa que se tornou ineficaz no tratamento da obesidade, pois, frequentemente, após a suspensão de sua utilização, o indivíduo volta a ganhar peso, tendo-se por resultado o conhecido "efeito sanfona". Estudos recentes na área de nutrição[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]] humana demonstram que um indivíduo equilibrado nutricionalmente tem menos chances de desenvolver doenças. A reposição dos nutrientes, bem como o uso de dietas ricas em substâncias como vitaminas, antioxidantes, oligoelementos, minerais, micro e macro nutrientes, que participam e controlam ativamente todas as reações químicas do organismo, são imprescindíveis para a ma- nutenção da vida e da saúde. O paradigma segundo o qual perder peso é se desnutrir deve ser abolido imediatamente.

A partir de uma boa conduta nutricional com alimentação balanceada, aliada à prática de atividade física complementar é, de fato, a receita de sucesso para emagrecer com saúde e manter a qualidade de vida, hoje e sempre. Existem algumas referências indicativas para reconhecer o peso ideal. O Índice de Massa Corporal (IMC) é um deles, e indica de forma estatística a correlação entre o peso e a altura. Este índice é utilizado para descobrir em que situação o indivíduo se encontra e o enquadra em quatro categorias: peso ideal, sobrepeso, obeso ou abaixo do peso ideal. O cálculo é simples, basta dividir o peso pela altura elevada ao quadrado, ou seja, um indivíduo que pesa 72 kg e mede 1,72 m de altura terá um IMC de 24,33, o que significa dizer que se encontra no peso ideal. Com a adoção da Pirâmide de Alimentos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em 1992, ficou mais fácil compreender a relação entre os alimentos e suas calorias. Na base da pirâmide encontram-se os alimentos que devem estar presentes em maior quantidade. Quanto mais alto o nível do alimento na pirâmide, menor deve ser o consumo deste alimento nas refeições. Não existem dietas milagrosas, o segredo é fazer o caminho inverso ao de engordar.

A ciência avança a cada dia, e novas técnicas e terapias surgem para colaborar com as pessoas que se sentem incomodadas com alguns quilinhos a mais. Para que qualquer atitude tenha resultado satisfatório, antes de tudo, é necessário buscar o equilíbrio entre a rotina diária e a alimentação. O fato de seguir uma dieta e não adotar hábitos saudáveis permanentemente não garante o resultado por muito tempo. Para que o emagrecimento ocorra sem sofrimento, em primeiro lugar é necessário "querer" de fato perder peso, e adotar um estilo de vida equilibrado. Para ajudar e orientar esse processo, é imprescindível procurar um profissional capacitado e especializado em nutrição para identificar as verdadeiras causas da obesidade e tratar o problema com assertividade para a manutenção do peso ideal e da saúde hoje e sempre.

Essa matéria esta publicada na Revista Geração Saúde Especial, Ed. 7, Ano 1 da Editora Minuano.