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Empresário faz campanha contra produtos 'Made in China', após alegar ter sido escravo no País

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SÃO PAULO - Um empresário neozelandês alegou que foi torturado e forçado a realizar trabalho escravo enquanto estava preso na China. Daniel Cancian, que passou quatro anos e meio atrás das grades, disse à Rede de Televisão One News, no último domingo (31), que foi forçado a trabalhar sob ameaça de tortura para fazer produtos de consumo para o mercado oriental.

"Se você não trabalhasse eles iriam bater em você", afirmou Cancian. Segundo a entrevista, ele foi um dos 5.400 prisioneiros que eram obrigados a trabalhar nas fábricas todos os dias.

"A partir das 9h da manhã até às 9h da noite você tinha que trabalhar sentado, com as pernas dobradas", descreveu Cancian acrescentando que se algum preso se recusasse a trabalhar era espancado.

Cancian foi preso na China há quatro anos, durante uma viagem a negócios na cidade de Fushan. O empresário entrou em uma briga com cinco homens e acabou matando um deles a chutes. "Foi em legítima defesa. Um dele tinha ido atrás de mim com uma cadeira de madeira e bateu na minha cabeça. Eu estava lutando pela sobrevivência".

Produtos ‘Made in China’Após sua liberdade, o neozelandês faz campanha para a conscientização do preço pago por milhões de escravos em fábricas chinesas pelo consumo de produtos ‘Made in China’. "É terrível, absolutamente horrível. Enquanto eles têm seus produtos mais baratos, com o que eles se importam?"

Cancian também criou o site www.thisistherealchina.com ("Esta é a verdadeira China"), no qual compartilha sua história e alerta sobre as consequências de comprar produtos fabricados no País.