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Tristeza X depressão

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Ficar triste é bem diferente do que enfrentar um quadro de depressão. Ambos surgem por consequência de algum acontecimento da vida. É preciso se atentar aos reais sintomas para não confundi-los e, se necessário, procurar um tratamento especializado.

A dra. Simone Barazzetti Olsson, psiquiatra, explica sobre as diferenças entre a tristeza e a depressão. Ela diz que quando a pessoa está triste ela consegue perceber que, de fato, há um motivo específico. “Apesar da tristeza, a pessoa continua comendo, dormindo, estudando, trabalhando e tendo lazer. Ela é mais passageira”, esclarece. Já na depressão a pessoa perde suas vontades. “Quando ela começa a argumentar de maneira ilógica, desproporcional, sem esperanças deve-se ficar alerta, porque pode ser sinal de depressão”, indica a doutora.

Ela conta que a depressão é uma doença que tem causa multifatorial. A dra. Simone diz que “há uma interação entre fatores biológicos, sociais, psíquicos e genéticos, que fazem a doença se manifestar ou não”. Isso significa que a pessoa pode desenvolver a depressão depois de ter passado por algum trauma, como a morte de um ente querido, por exemplo.

Sentir tristeza é normal. Mas a depressão não é. A doutora Simone conta que dependendo da vulnerabilidade genética da pessoa e de sua situação psicossocial, ela pode desenvolver essa doença. “Costumo dizer que deixa de ser tristeza e vira depressão quando a pessoa sente que seus pensamentos (negativos) e seu comportamento já não dependem mais de sua vontade. Ela se sente dominada pela necessidade de ficar na cama ou pelo desânimo e não responde mais a estímulos da família ou outras fontes de prazer”, descreve.

Dentre outros sintomas têm-se o humor deprimido, cansaço frequente, choro, medos em geral, insônia ou sonolência, falta ou excesso de apetite, esquecimento, pensamentos negativos. “É uma doença que precisa ser medicada. Antidepressivos são muito eficazes quando a doença já está estabelecida, não são usados preventivamente”, alerta a psiquiatra.

Ela indica ter uma vida saudável para, ao menos, tentar deixar a depressão longe. Ela relata que “ter uma alimentação equilibrada, realizar atividades físicas, evitar o estresse da rotina, garantir boas horas de sono e fazer psicoterapia costumam proteger contra o aparecimento desta doença, mas infelizmente não "blindam" a mente”.

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