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Toxina butolínica

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Que a toxina botulínica – Botox - é usada para o tratamento das incômodas rugas, todo o mundo já sabe. Mas ela não é apenas um aliada nessa questão. Ela também pode ser a solução de outros problemas que surgem em nosso corpo.

A dermatologista Dra. Maria de Lourdes Palermo explica que ela “é uma neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, capaz de paralisar todos os músculos estriados expostos a ela, sendo o sorotipo A o mais potente”. Ela conta que essa toxina também é usada para diversos tratamentos não estéticos, como o torcicolo, estrabismo, nistagmo (movimento involuntário dos olhos), blefaroespasmo (piscar os olhos excessivamente), hiper-hidrose (excesso de suor), dor lombar, paralisia cerebral, esclerose múltipla, tremores, enxaqueca, cefaléia tensional, entre outros.

O Botox precisa ser aplicado com cautela e por profissionais especializados para ter um resultado eficaz e não trazer problemas. “Quando utilizado para atenuar as rugas faciais, as complicações mais frequentes são pequenas equimoses (manchas roxas) ou hematomas secundários que desaparecem em alguns dias”, conta a Dra. Maria de Lourdes. Ela também diz que as mulheres podem sentir uma sensação de desconforto transitória ou mesmo sentir a testa pesar, além de terem dores de cabeça após o tratamento. “Se a aplicação não for feita de forma correta e por profissionais capacitados, podem surgir complicações como ptose (queda) da sobrancelha, fotofobia (sensibilidade à luz), diplopia (percepção de imagem dupla), lacrimejamento, dificuldade de engolir, entre outras”, comenta.

É importante lembrar que o uso do Botox é restrito para algumas pessoas. A dermatologista diz que mulheres grávidas ou amamentando são algumas delas. “Em pessoas com histórico pessoal ou familiar de doença neuromuscular o uso também fica restrito”, diz. Ela explica que, quando associados à toxina, remédios como aminoglicosídeos, ciclosporina, succinilcolina podem interferir na transmissão neuromuscular. “Ele também não deve ser usado em pacientes com história de alergia à albumina humana”, complementa.

Quando a pessoa tem suor excessivo em alguma das partes de seu corpo, a toxina botulínica é umas das principais substâncias para tratar esse problema, chamado de hiper-hidrose. A dermatologista explica brevemente sobre o procedimento. “A área comprometida é delimitada e a toxina é aplicada em vários pontos do corpo, no ambiente do consultório médico. O paciente pode retornar às suas atividades no mesmo dia e os resultados são observados de dois a três dias após a aplicação”, diz. Ela comenta que o tratamento com a toxina não é definitivo, mas que podem ser feitas reaplicações a cada seis meses, em média, dependendo do caso.

A doutora esclarece um dos questionamentos de muitas pessoas sobre o uso do Botox para o suor excessivo. Ela diz que não há problemas de suar em outra parte do corpo com a aplicação do Botox e que isso ocorre quando a pessoa faz um tratamento cirúrgico desse problema, a simpatectomia. “Quando fazemos a aplicação da toxina botulínica na região afetada não ocorre hiper-hidrose compensatória – suor em outro local do corpo –, porque a área tratada é uma área menor, correspondente à axila ou à mão”, explica. Ela comenta que nesses casos, as mãos e axilas deixam de participar na regulação da temperatura e, com isso, o suor aumenta em alguns locais do corpo.

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