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Dieta do genótipo leva em consideração tipo sanguíneo e tamanho dos membros

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Imagine que para criar uma dieta exclusiva o nutricionista comece medindo seu corpo e perguntando qual é o seu tipo sanguíneo. Este é o método adotado pelos adeptos da dieta do genótipo, que leva em consideração aspectos físicos e fisiológicos para desenvolver um regime exclusivo.

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Desenvolvida pelo naturopata Peter D’Adamo, o mesmo criador da dieta do tipo sanguíneo, a dieta do genótipo leva em consideração a genética para estabelecer quais são os alimentos recomendados ou não a um indivíduo. "A gente descobre o tipo sanguíneo da pessoa e tira as medidas, como o tamanho do tronco, da perna e dos dedos das mãos. Através destas informações chegamos ao genótipo da pessoa, que é dividido em grupos", esclarece a nutricionista da Global Nutrição, Ana Huggler.

Segundo a especialista, essas medidas dizem como foi o nosso crescimento e evolução no mundo e, como cada um se desenvolve de uma maneira, cada cardápio deve atender as necessidades individuais.

O resultado da avaliação leva a categorização em um dos seis genótipos estipulados, que incluem o caçador, o coletor, o explorador, o guerreiro, o nômade e o professor.

Características dos tipos de genótipos

Segundo a definição da clínica Global Nutrição, os tipos de genótipos podem ser classificados da seguinte maneira:

  • Caçador: magro e agitado, o caçador é vulnerável ao cansaço quando exposto ao estresse excessivo. Com sistema imune que reage rapidamente e sistema metabólico acelerado, o tipo tem a principal fonte de energia na carne. (Tipo sanguíneo: geralmente O)
  • Coletor: forte, o tipo coletor guarda as calorias para sobreviver, ação que resulta em tendências para obesidade e diabetes. Este tipo deve se manter longe das dietas restritivas e de tudo que altera o funcionamento metabólico. (Tipo sanguíneo: geralmente O e B)
  • Explorador: musculoso, o explorador enxerga bem. Porém, é sensível a substâncias como cafeína, perfumes e determinados tipos de medicamentos. (Tipo sanguíneo: qualquer um)
  • Guerreiro: magro quando jovem o tipo guerreiro pode ganhar peso conforme envelhece e deixa de praticar atividades físicas. Problemas cardíacos e arteriais fazem parte do histórico. (Tipo sanguíneo: A ou AB)
  • Nômade: sensível, o tipo nômade também é vulnerável a problemas neuromusculares e imunológicos. Tem facilidade de controlar a quantidade de calorias ingeridas, mas pode sofrer com o estresse. (Tipo sanguíneo: A ou AB)
  • Professor: energético e nervoso, o professor costuma ter o queixo quadrado. Com sistema imunológico reforçado, dificilmente fica doente. Porém, problemas digestivos e pulmonares estão na lista das doenças mais comuns. (Tipo sanguíneo: A ou AB, às vezes)

Como é feita a dieta do genótipo

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]] Dieta do genótipo seleciona alimentos ideais para cada pessoa (Crédito: Thinkstock)

"Na dieta não há restrição de um grupo alimentar, mas sim uma lista de alimentos que devem ser priorizados e outra com aqueles que devem ser evitados por, no mínimo, quatro semanas", explica a nutricionista. Farinha branca, leite de vaca e carne vermelha estão na lista dos alimentos não indicados, já na lista dos permitidos estão todos os itens que deixam as pessoas mais dispostas e com mais vigor.

Embora dividido em seis grandes grupos, segundo Ana, o que diferencia uma dieta de outra é o que a pessoa gosta de comer. "A dieta do genótipo reeduca a alimentação, ajuda na perda de peso, melhora a saúde controlando a diabetes, a hipertensão e o colesterol e deve ser montada de acordo com o gosto e com a rotina de cada paciente", afirma.

No entanto, a dieta que emagrece até oito quilos por mês é reprovada por outros especialistas, pois não leva em conta o sexo do paciente, a etnia e tampouco o nível de atividade física. "Qualquer dieta bem equilibrada e com calorias adequadas, associada a exercícios físicos, levará a maioria das pessoas à perda de peso ou à manutenção do peso ideal", explica a médica Lívia Zimmermann, especialista em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

"Traçando um paralelo entre os perfis genéticos com os fenótipos, que são características físicas ou fisiológicas, ele [Peter D’Adamo] fez uma dieta que considera mais adequadamente 'digerível' para cada tipo de indivíduo. O pesquisador considera esta dieta mais personalizada, mas, na verdade, a genética de cada pessoa é muito diferente e sofre grande influência do meio ambiente", ressalta a endocrinologista.

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