Carlos Vereza fala sobre Espiritismo e diz: 'Depressão é a morte em vida'

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Toda semana, há exatos 20 anos, Carlos Vereza tem um compromisso ao que falta apenas em necessidades extremamente especiais. Seguidor da doutrina espírita, o ator é frequentador assíduo do Lar de Frei Luiz, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. "Fico muito bem, mais leve e tranquilo. Devo ao Frei Luiz essa serenidade", afirma ele. Em conversa exclusiva com o TE CONTEI, Vereza revela que pretende ajudar a propagar seus conhecimentos através da novela "Escrito nas Estrelas", exibida às 18h na Rede Globo, em que interpreta o espírito de luz Athael. "Acredito que a novela possa influenciar de forma positiva a vida das pessoas. Acho que o texto está bem fiel à doutrina espírita e o texto feito de forma simples. Precisamos disso no Brasil, principalmente nesse lugar em que a corrupção está tão inserida", desabafa.

A ideia de participar da novela aconteceu em perfeita sincronicidade. Carlos Vereza ligou para Rogério Gomes, diretor da trama, e pediu para integrar o elenco. O que ele não sabia é que a autora Elizabeth Jhin já tinha escrito um papel e o personagem era seu.

"Essa é a terceira vez que faço novela com o Papinha [apelido do diretor]. Quando soube do tema logo liguei e ele brincou comigo: 'Mas já estava tudo certo'. Fiquei muito feliz".Vereza foi apresentado ao Espiritismo em um difícil momento pessoal e profissional. Em 1990, quando gravava cenas de "Delegacia de Mulheres", da Globo, um acidente provocou a explosão de uma grande quantidade de pólvora, prejudicando a audição do ator. Levado por uma tia ao centro, conheceu o que é sua segunda casa. "Conheci o Espiritismo através da dor. Não era ateu, mas esse mundo espiritual era muito distante de mim. Fiquei três anos em depressão profunda, quase perdi a audição e não conseguia mais trabalho. A depressão é a morte em vida", acredita.Na trama, Vereza é um espírito de luz que fica ao lado dos personagens de Jayme Matarazzo e Cássia Kiss. O ator revela que é preciso cuidado para interpretar o papel e não cair no clichê do fantasminha camarada. "Estou evitando qualquer tipo de teorização. Trabalho minha intuição e procuro não fazer nada de sobrenatural. Precisa ter certa solenidade e ser o mais simples possível", finaliza.

Por Naiara Sobral, do Te Contei