- Share on facebook
- Share on twitter
- Share on pinterest
- Share on whatsapp

Otávio Müller tem no currículo uma longa lista de personagens ligados ao gênero da comédia. Na novela "Tempos Modernos", de Bosco Brasil, o ator e diretor volta a fazer rir na pele do picareta Dr. Bodanski, que, ao lado da esposa Goretti (Regiane Alves), não tem o menor controle sobre as filhas, Maria Clara (Jeniffer de Oliveira Andrade), Maria Eugênia (Ana Karolina Lannes), Maria Eunice (Polliana Aleixo) e Maria Helena (Rebecca Orenstein). Na vida real, Otávio também é pai: de Francisco, de 15 anos, fruto de sua relação com a cantora Preta Gil, de Maria, de 3, e Clara, de 1, ambas do casamento com Adriana Junqueira. Ao contrário da ficção, o ator sabe exatamente o que fazer para ter uma boa relação com os herdeiros. Para lidar com o filho adolescente, por exemplo, ele diz que basta estar aberto a conversas: "O que faço é dialogar bastante com ele, conversamos sobre todas as coisas. Eu não sei nada, aprendo junto com o meu filho. É importante ter jogo de cintura". Otávio é um apaixonado pela arte de atuar. Há dois anos, trabalha como diretor de teatro e, atualmente, está à frente da remontagem do monólogo "Adoráveis Desgraçadas", estrelado por Débora Duarte e em cartaz em São Paulo. Em entrevista ao TE CONTEI, ele declara seu amor pela profissão, que alimenta sua busca por novos desafios: "Este é o meu segundo trabalho como diretor. Ainda quero atuar muito, dirigir filmes, novelas, musicais. Amo minha profissão, quero estar sempre na frente ou por trás das câmeras", garante. Leia a seguir a entrevista na íntegra.TE CONTEI: Como se preparou para viver o Bodanski de "Tempos Modernos"?OTAVIO MÜLLER: Não fiz nenhuma preparação especial. Criei o personagem em cima dos workshops que a emissora promoveu, junto com o elenco. TC: O que mais o agrada na trama de Bosco Brasil?OM: O elenco está muito bem sincronizado com a história. Foi uma seleção muito feliz por parte da direção. A dose de humor que o Bosco usa na novela é muito original.TC: Bodanski e Goretti não conseguem dar conta das filhas. Na vida real, você é pai. Em sua opinião, em que pontos o casal erra na criação das meninas?OM: O que aquelas meninas precisam é de um pai e de uma mãe que não vivam em outro mundo, como o Bodanski e a Goretti. Elas precisam de pais mais presentes, de exemplos de conduta. Elas são criadas de forma muito solta.TC: O que você espera para o seu personagem?OM: O grande barato de atuar é o inesperado. Em todos os trabalhos que faço, procuro não criar expectativas, gosto de ver o personagem tomando o seu próprio rumo, é bacana se surpreender ao longo da trama. TC: Ao longo de sua carreira, você tem uma lista de personagens voltados para a comédia. Você prefere fazer rir?OM: Não me considero um humorista, não me vejo desta maneira. Acho que tudo não passou de uma grande coincidência da vida. Eu sempre digo que tive a oportunidade de participar de projetos legais e diferentes ligados ao humor. TC: O Francisco é seu único filho adolescente. Como é a sua relação com ele? Como você lida com esta fase considerada difícil pelos pais?OM: Temos uma relação muito boa. O que faço é dialogar bastante com ele, conversamos sobre todas as coisas. Eu não sei nada, aprendo junto com o meu filho. É importante ter jogo de cintura. TC: você é um homem que está sempre ao lado da família. O que considera mais gostoso na vida de casado?OM: Poder reunir a família é uma sensação que não existe igual. Sou pai coruja e tenho muito orgulho da minha mulher, Adriana. O Francisco, a Clara e a Maria são os meus grandes tesouros nesta vida.TC: Além da novela, você está trabalhando em outros projetos?OM: Dirijo a Débora Duarte no espetáculo "Adorável Desgraçada", em cartaz em São Paulo. Este é o meu segundo trabalho como diretor. Tenho outros projetos, mas são coisas que ainda não desenvolvi. Ainda quero atuar muito e dirigir filmes, novelas, musicais. Amo minha profissão quero estar sempre na frente ou por trás das câmeras.
Por Renata Trindade, especial para o Te Contei