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Saiba por onde anda Gabrielzinho do Irajá, que fez 'América'

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Quem se lembra do menino meigo, de 9 anos, com deficiência visual que encantou os telespectadores da novela "América", em 2005, com certeza quer saber por onde anda Gabrielzinho do Irajá. Atualmente, com 15 anos, o cantor revela ao TE CONTEI o que tem feito da vida.

Com o samba correndo nas veias e considerado um versador nato, Gabrielzinho ainda dedica parte do seu tempo à música. "Tenho participado das rodas de samba com os velhos amigos. Um domingo por mês eu toco em uma roda de samba tradicional do Urubu Cheiroso, em Irajá, e frequento o Cacique de Ramos", conta.

Há seis anos longe das telinhas, o jovem explica que tem dado prioridades a outros projetos. "A novela 'América' abriu muitas portas para mim quando eu ainda era criança, foi um momento especial, tive bastante assédio, participei de muitos programas, mas no momento não estou investindo na carreira de ator. Agora estou apenas estudando e fazendo meus shows", explica ele, que participou do programa "Esquenta", da Regina Casé, no início de 2011.

Muito conhecido no universo do samba, Gabrielzinho se orgulha de ter tocado com grandes nomes da música brasileira como Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Beth Carvalho, e é claro, de ter conhecido um de seus maiores ídolos: Dorival Caymmi. "Foi uma emoção maravilhosa na minha vida, fiquei tão inspirado no dia em que o conheci que fiz uma música logo depois", comenta.

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]]Gabrielzinho do Irajá é presença garantida no Cacique de Ramos (Foto:Divulgação)

Gabrielzinho afirma que sua deficiência visual, que o acompanha desde seu nascimento, nunca foi um problema. "Nunca fiz questionamentos sobre minha deficiência porque sempre soube lidar desde pequeno com isso. Minha mãe e minha avó me criaram muito bem, para superar as dificuldades", pontua. Contudo, o sambista não descarta a possibilidade de ver uma imagem materna. "Se um dia eu voltar a enxergar, gostaria de ver o rosto da minha mãe. Dizem que ela é muito bonita", declara.

"Se um dia eu voltar a enxergar, gostaria de ver o rosto da minha mãe"

O menino meigo, nascido em Irajá, subúrbio do Rio, nega que tenha sofrido algum tipo de preconceito por ser cego. "Eu nunca sofri com isso. Mas a novela 'América' ajudou a diminuir o preconceito. Estudo em uma escola pública inclusiva, que tem pessoas com deficiências e outras não. Isso é bem legal. Acho bem chato essa coisa do bullying. As pessoas deveriam aprender a conviver de um modo mais civilizado com as outras, porque diante de Deus todos são iguais", reflete.

Na sua atual música de trabalho, "Tem gente que não vê", Gabrielzinho destaca a importância de as pessoas poderem enxergar as coisas e não darem valor a isso. "É uma pena as pessoas poderem enxergar as coisas e não saberem o tamanho disso, pode ser numa relação, ou em qualquer outra situação", aponta ele, que não sabe dizer de onde vem tanta inspiração para compor seus versos.

"Faço o estilo garanhão"

Como todo adolescente, Gabrielzinho também teus romances e sem modéstia, ele dispara: "Faço o estilo garanhão. Mas na maioria das vezes o envolvimento acontece naturalmente, ainda não parei para pensar qual estilo de menina me encanta. Já namorei algumas meninas da escola, mas no momento estou solteiro".

Engajado em projetos sociais para deficientes visuais, o jovem músico faz, todo ano, um show beneficente onde leva um artista famoso. Além disso, Gabriel se prepara para lançar seu segundo CD. "O projeto está no início, estou escolhendo algumas músicas, mas ainda não tenho uma previsão para o lançamento", conclui.

Por Patricia Teixeira, do Te Contei