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Mancha escura no buço: descubra como prevenir e tratar o melasma

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Elas podem aparecer tanto em homens quanto em mulheres, mas as alterações hormonais comuns no sexo feminino predispõem o inconveniente surgimento de manchas no buço de cor acastanhada. A dermatologista Carolina Marçon, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que durante a gravidez ou o uso de pílulas anticoncepcionais as chances de aparecerem melasmas – nome técnico desse tipo de marca – são muito grandes, basta adicionar a ação da luz solar para desencadear o escurecimento de pequenas áreas da pele.

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A tendência genética e a cor da pele também interferem nesse processo, por isso algumas mulheres tem mais facilidade em desenvolver essas manchas. ‘Elas são mais frequentes nas peles mais escuras, que bronzeiam com facilidade, embora possa acometer também pessoas de pele clara’, explica Carolina Marçon. ‘A profundidade em que se localiza o pigmento na pele determina o tipo de melasma, que pode ser epidérmico (mais superficial e que responde melhor ao tratamento), dérmico (mais profundo e de tratamento mais difícil) ou misto’.

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]] Manchas no buço são mais comuns em mulheres (Crédito: Thinkstock)

Para prevenir

As mulheres devem evitar a exposição ao sol sem proteção sempre, mas especialmente durante a gravidez ou o uso de pílula anticoncepcional. ‘No caso das gestantes, as manchas que comumente aparecem durante a gestação – chamadas de cloasma gravídico - podem desaparecer espontaneamente após o parto, não exigindo, por vezes, nenhum tipo de tratamento’, esclarece Carolina Marçon. Após a melhora, a proteção solar deve ser mantida para evitar o retorno das manchas, que ocorre com bastante frequência.

Para tratar

Durante o tratamento das manchas no buço, é fundamental o uso de protetores solares potentes sempre que houver exposição da pele ao sol ou mormaço. ‘Deve ser dada preferência aos que contenham filtros físicos, que bloqueiam a passagem da radiação UV, como o dióxido de titânio e óxido de zinco’, recomenda a dermatologista. O uso de óculos e chapéus também colabora para proteção da pele e prevenção das manchas.

Cremes clareadores

O principal tratamento é feito com o uso de substâncias despigmentantes aplicadas na pele, entre as mais comuns estão a hidroquinona, o arbutin, o ácido azelaico, o ácido retinoico e o ácido glicólico. A associação dos clareadores com alguns tipos de ácidos geralmente aumenta a eficácia do clareamento. Quando o pigmento se localiza mais profundamente, a melhora é mais difícil, exigindo persistência para obter um bom resultado.

Peeling

Peelings superficiais podem acelerar o processo, facilitando a penetração dos despigmentantes e ajudando a remover o pigmento das camadas superiores da pele.

Laser

O laser também pode agir como coadjuvante, potencializando e favorecendo o tratamento com substâncias clareadoras. ‘É preciso muito cuidado no tratamento dessas manchas, pois qualquer procedimento que gerar reação inflamatória (vermelhidão e inchaço) pode agravar o quadro’, ressalva a dermatologista. Os peelings e lasers devem ser muito bem indicados para que sejam efetivos. O laser mais recomendado nesses casos é o Nd:YAGQ-Switched. ‘É um laser de baixa energia e pulso curto que consegue clareamento de cerca de 70%, em uma média de 12 a 15 sessões, sem causar irritação, a pele apenas permanecerá ligeiramente rosada após a aplicação’.

Cápsulas de fotoproteção oral e fitoterápicos

Esses dois produtos vendidos nas farmácias atuam reduzindo e revertendo parcialmente os efeitos do sol sobre a pele. Com ação antioxidante e imunomoduladora, eles reduzem inflamações e protegem as células dos danos causados pelo sol. São usados como tratamento secundário nesse caso. Eles não dispensam o uso do protetor solar tópico, e devem ser tomados com orientação médica. O tratamento dura de três a quatro meses.