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Espinhas no rosto? Culpado pode ser... estresse! Entenda e saiba como tratar

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Ninguém sabe exatamente o que provoca esta lesão. É provável que as alterações hormonais, tais como aquelas que ocorrem durante a adolescência ou a gravidez, têm alguma ligação com sua incidência, mas ainda existem muitas outras causas para acne. O histórico familiar, por exemplo, e até seu nível de estresse. Entenda a relação.

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Espinha e estresse

Na maioria das pessoas a acne tende a desaparecer entre os 25 anos, mas isso pode continuar por muito tempo na vida adulta. Casos de lesões acneicas na terceira idade também são cada vez mais comuns e refletem o caos da vida moderna: estresse e preocupação aumentam a secreção sebácea de qualquer indivíduo.

Também não são poucos os estudos que relacionam o hormônio CRH, associado ao estresse, à acne. Ele afeta a liberação de óleos na pele e pode ser uma causa potencial de problemas cutâneos. O hormônio envolvido na produção da acne através do estímulo das glândulas sebáceas é o androgênio, que é masculino. Como a mulher tem pouco hormônio masculino, qualquer alteração pode estimular a glândula e provocar acne.

Quando o nível de estresse é muito alto, a produção de cortisol no organismo aumenta, estimulando os hormônios androgênios e acionando as glândulas sebáceas, que liberam óleos na pele, principais substâncias causadoras das espinhas e dos cravos.

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Portanto, o estresse não causa acne, mas pode tratar de piorá-la. Outros motivos que muitas vezes podem piorar o quadro são: uso de maquiagem ou protetor solar oleoso, óleo bronzeador e produtos para o cabelo sem enxágue, alterações hormonais durante a menstruação, contraceptivos orais e alguns medicamentos, além de espremer ou molestar as erupções na pele e esfregá-las com força.

Graus e tratamentos

No geral, cravos que aparecem sem lesão ou inflamação na pele, por exemplo, representam acne de grau 1 e podem ser tratados apenas com ácidos, limpeza de pele ou esfoliação, que deve ser feita no máximo um vez por semana.No grau 2 da acne, a pele fica com cravos e espinhas pequenas com pus, que podem ser tratados com antibiótico oral ou tópico, ou ainda com um tratamento chamado de luz pulsada. Já no grau 3, além do cravo e espinha, surgem também nódulos, que são lesões profundas, dolorosas, vermelhas e muito inflamadas.Nesse caso, o tratamento é com isotretinoína, um remédio forte e com algumas restrições de uso. A isotretinoína é também usada para tratar o grau 4, mais grave, em que ocorrem também cistos e abcessos, com aspecto desfigurante.