mulher

Mulher tem que fazer jejum durante trabalho de parto: mito ou verdade? Médico diz

jejum durante trabalho de parto 1
Shutterstock

Uma dúvida comum entre as gestantes diz respeito à necessidade de fazer ou não jejum no trabalho de parto. Alguns médicos recomendavam que nada fosse ingerido nesse período por acreditarem que a alimentação pudesse oferecer riscos à anestesia. Mas, segundo a Associação Americana de Anestesiologia, estudos confirmaram que é seguro se alimentar, desde que da forma correta.

Leia também:Quais são os sinais que o corpo da mulher dá quando entra em trabalho de parto?24 sensações surpreendentes que a mulher sente durante o trabalho de partoQual o melhor tipo de parto? Diferenças entre normal, natural, humanizado, cesárea e cócoras

Posso comer durante o trabalho de parto?

O ginecologista e obstetra Alberto Guimarães explica que havia um pensamento de que se a gestante estivesse com o estômago cheio, ao receber a anestesia poderia ter uma queda de pressão, vômitos ou mesmo efeitos colaterais, que são facilmente controlados. 

No entanto, essa prática caiu em desuso. "Temos que considerar que uma mulher grávida tem o 'estado de estômago cheio' o tempo todo, por conta da gestação e dos líquidos em seu corpo", diz. Além disso, ele ressalta que durante o trabalho de parto, que pode durar de 6 a 12 horas, a mulher gasta muita energia, fazendo com que seja necessário repor o que está sendo perdido. "Não tem nenhum problema a grávida comer", garante.

Melhores alimentos no trabalho de parto

jejum durante trabalho de parto 2
Shutterstock

Ainda de acordo com o médico, as grávidas devem dar preferência a comidas e bebidas leves, de fácil digestão, que sirvam para nutrir e liberar energia. Ele indica frutas, iogurte, castanhas, mel, gelatina, além de muita água para satisfazer a sede que é própria do momento. "Isso faz com que a mulher vá frequentemente ao banheiro, mantendo-se ativa, facilitando o nascimento do bebê", explica.

As exceções são nos casos de pacientes que necessitem de cuidados especiais, o que será avaliado pelo médico que acompanha a gestante e informado a ela. "Se uma gestante possui ou desenvolve algum risco durante a gravidez ,como diabetes, pressão alta, entre outros, que podem afetar o bebê, o jejum pode ser solicitado pelo médico para poder controlar melhor a saúde e bem estar da mãe durante o parto. Fora isso, não se tem a necessidade de colocar a grávida em jejum. Mas cada caso é um caso, há uma análise médica do que é preciso ser feito, nenhum parto ou gestante tem um padrão pré-definido", esclarece.