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Qual o melhor tipo de parto?

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Mariana Bueno

Do Bolsa de Bebê

Durante a gravidez, entre todos os preparativos fundamentais para a chegada do bebê, o principal é, sem dúvida, escolher o tipo de parto que será realizado. A ginecologista e obstetra Leila Marinho Lages explica que a decisão deve seguir normas médicas estabelecidas, mas levando-se em consideração também o fator emocional da mulher. "Compete ao médico conscientizar cada gestante sobre os riscos, inconvenientes e benefícios de cada forma de parto, mas a mulher deve ser ouvida, entendida e entrar numa sala de parto segura e tranquila, sabendo que o parto (normal ou cirúrgico) foi uma decisão traçada por ambos os lados", afirma.

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De acordo com a médica, o parto normal é considerado o ideal, uma vez que teoricamente as mulheres são fisiologicamente preparadas para tal durante nove meses. Porém, algumas complicações podem surgir no processo gestacional até o nascimento, tanto para o lado materno quanto para o fetal, e é isso o que irá definir o tipo de parto. "O acompanhamento da grávida deve ser realizado por profissional especializado e experiente, a fim de que se possa ter um diagnóstico precoce e se traçar as condutas para cada caso. O parto normal em mulher a partir de 35 anos ou adolescente antes de 16 anos, por exemplo, pode ter mais complicações. Não é errado indicar cesariana nestes casos", diz.

Diferenças entre cada tipo de parto

Normal: É o nascimento por via vaginal, em que o obstetra exerce a função de conduzir o trabalho de parto e pode intervir, realizando incisão no períneo para alargar o trajeto de saída do bebê; administrando medicações para acelerar as contrações; recorrendo à analgesia, incluindo anestesia peridural; e até mesmo ajudando na expulsão do bebê manualmente.

Natural: O obstetra ou enfermeiro acompanha o processo do parto sem lançar mão das condutas utilizadas no parto normal. Ou seja, o profissional assiste a paciente e assiste à paciente.

Humanizado: Ocorre quando há o contato e participação de um familiar no parto. É um termo muito utilizado nos partos domiciliares, mas o parto feito em casa oferece muitos riscos. É importante ressaltar que a humanização é quando cada componente de uma equipe multidisciplinar, exerce sua especialidade de forma atenciosa e respeitosa para com a parturiente, mesmo que seja numa cesariana.

Cesárea: É o parto cirúrgico, realizado em casos de emergência ou eletivamente. O inconveniente é que a recuperação e o pós-operatório, são mais dolorosos e as possíveis complicações numa intervenção cirúrgica são maiores do que num parto de baixo risco por via vaginal.

Cócoras: É uma posição adequada, uma vez que a prensa abdominal é mais intensa e a paciente consegue fazer força de modo mais eficaz. Existem cadeiras próprias para esse parto, mas são poucos os hospitais que as possuem. Só nessas cadeiras o médico poderia atuar, caso necessário. Geralmente as mesas obstétricas são reclináveis, com apoio para as mãos e os pés da paciente, o que auxilia no mesmo fim. Há de se lembrar que a gestante deve ter preparo físico e respiratório, pois não é só ficando de cócoras que faz um bebê nascer mais facilmente.

Na água: O bebê vive na água durante os meses de seu desenvolvimento e só irá respirar quando estiver sob a pressão do ar ambiente, quando seus pulmões inflam pela primeira vez, como um fole. Antes disto, sua "respiração" se dá através de trocas sanguíneas pelo cordão umbilical. É um parto natural, filosoficamente muito bonito, mas há um grande inconveniente: pode haver aspiração de líquido para dentro das vias respiratórias e isto pode acontecer por vários motivos.