O que é violência obstétrica?

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Marina Lopes

Do Bolsa de Bebê

O parto é um momento que deve ser cercado de cuidados e atenção. Mas, e se médicos e enfermeiros se negarem a atender seus pedidos? E se eles realizarem algum procedimento sem que você seja informadaou permita?

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Atitudes como estas caracterizam o que se convencionou chamar de violência no parto. De acordo com a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama, qualquer procedimento realizado sem consentimento da paciente pode ser caracterizado como uma violência (anestesia, medicação, uso do fórceps), bem como negar atendimento quando solicitado.

"Para evitar incidentes como estes, é importante que durante o pré-natal seja criada uma relação de confiança entre o médico e a paciente. Desta forma, todas as possibilidades serão explicadas e as dúvidas esclarecidas", explica a especialista.

No oitavo mês, a gestante assina um termo em que constam todas as informações do que pode acontecer e quais procedimentos serão tomados em cada caso. É um documento que formaliza o que fora conversado com o obstetra.

Bárbara afirma que médicos e pacientes devem entrar em um acordo para que a saúde da mãe e do bebê seja preservada antes de qualquer coisa. "Algumas mulheres querem ultrapassar seus limites por valores morais. Por exemplo, se a gestante deseja fazer um parto humanizado dentro do hospital, eu permito que tudo corra naturalmente desde que ela e o bebê estejam bem. Se algo der errado, eu vou interferir para garantir o bem-estar dos dois, inclusive com uma cesárea de emergência. Se durante o pré-natal a gestante disser que não permite a cesárea em hipótese alguma, eu já me recuso a fazer o parto", comenta.

Práticas que caracterizam a violência obstétrica 

- Não oferecer medicamentos para amenizar a dor

- Qualquer tipo de agressão verbal

- Amarrar alguma parte do corpo da parturiente à mesa de cirurgia

- Realizar uma cesárea sem necessidade

- Proibir a entrada de acompanhante na sala de parto

- Realizar exames de toque com frequência

- Fazer episiotomia de rotina