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Episiotomia: quando é necessário?

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Marina Lopes

Do Bolsa de Bebê

O parto é o momento mais importante e aguardado pela gestante. No parto natural, o ideal é que não haja intervenções cirúrgicas, mas isso nem sempre é possível. Em alguns casos, a cabeça do bebê é maior do que a dilatação da mãe e a episiotomia se faz necessária para que o bebê nasça de forma mais rápida e segura.

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episiotomia é umcorte no períneo (musculatura entre a vagina e o ânus para ampliar o canal de parto e facilitar a saída do bebê. O processo que há alguns anos era rotineiro, hoje só é feito quando estritamente necessário e com o consentimento da mulher.

"Normalmente esta musculatura já tem uma dilatação e uma elasticidade natural, mas em alguns casos, principalmente em mulheres que estão tendo o primeiro filho, talvez não seja suficiente para que passem a cabeça e os ombros do bebê", explica a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama.

De acordo com a especialista, o corte não ultrapassa os quatro centímetros e é feito para prevenir lacerações maiores.  "Com a episiotomia é possível controlar o tamanho e o local do corte. A laceração espontânea pode ser muito agressiva e trazer danos à mulher. Pode comprometer o bom funcionamento do ânus e da uretra, além de provocar hemorragia e infecções", comenta a especialista.

Prever com antecedência em quais casos a episiotomia será necessária é bastante difícil. O ginecologista pode realizar um exame de toque para avaliar o tamanho do bebê nas consultas anteriores, mas apenas no momento do parto é possível ter certeza das reais condições. "Às vezes a mulher tem uma dilatação completa, o bebê vem descendo, mas não consegue passar e nas consultas não havia nenhum fator que indicasse que o parto natural não daria certo", afirma.

Casos em que a cesariana é mais indicada 

Em alguns casos, a cesariana é a alternativa mais segura para mãe e filho. Bebês com mais de quatro quilos oferecem risco de desproporção cefalo-pélvica (a cabeça da criança pode ser muito grande para passar pelo canal vaginal da mãe), por isso é mais indicado que nasçam de parto cesárea.

Crianças sentadas ou de lado, com frequência cardíaca irregular ou gestantes que apresentem descolamentos de placenta são outras situações em que o parto normal pode não ser a melhor escolha.

"O mais importante é que a mulher tenha um médico de confiança para que todas as dúvidas sejam esclarecidas durante o pré-natal. Se o ginecologista que acompanhou a gestante não for fazer o parto, a mulher deve se informar sobre o hospital: visitar antes, ver qual é o esquema de parto seguido, observar a infraestrutura", finalizar a obstetra.