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Criança que beija os pais na boca desperta para o sexo mais cedo? Psicólogas opinam

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Uma psicóloga americana causou polêmica ao afirmar que beijo na boca entre pais e filhos deve ser evitado, pois seria um hábito muito sexual. Charlotte Reznick diz que crianças que recebem selinho dos pais, mesmo sendo um ato completamente inocente, podem tentar fazer o mesmo na escola, com os coleguinhas.

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O hábito é diferente em cada país, de acordo com sua cultura. No Brasil, por exemplo, é menos comum. Isso faz com que exista uma certa estranheza por parte de alguns adutos, que interpretam o ato como algo sexualizado e imaginam que as crianças o verão também desta forma. Até mesmo entre especialistas o assunto gera polêmica.

Selinho nos filhos: pode ou não pode?

Opinião contra

A psicopedagoga Rosângela Hasegawa, diretora do Evolve Berçário e Colégio Infantil, em São Paulo, ressalta que tudo deve acontecer na medida certa e com limites, para que seja saudável. "Beijar a criança na boca, tomar banho junto e dormir na mesma cama, agarradinhos, dependendo como é essa brincadeira, poderá sim está estimulando e desenvolver a erotização precoce", alerta.

Segundo ela, a criança poderá sim considerar isso como natural e vir a fazer em outros adultos, o que não será correto. A orientação é explicar para que na família existe um casal que tem seus papéis, pai e mãe que namoram, dormem juntos e beijam na boca, mas a criança tem outro papel, o de filho. "Tudo deve ser colocado delicadamente, explicando o papel de cada um na família e colocando os limites. O carinho transmitido pelo tocar, massagear, abraçar e beijar os filhos é muito saudável e importante na sua formação, mas nada que seja semelhante aos toques, abraços e beijos que são trocados entre seus pais", diz.

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Ela destaca também a questão da saúde. "Nas relações entre pais e filhos quanto mais diálogo, carinho e contato melhor. Mas as crianças são muito vulneráveis, têm baixa imunidade para contágios e o beijo na boca, além de não ser adequado, pode ser um fator de transmissão de bactérias e vírus. Bebês e crianças pequenas não têm defesas para isso. E beijar a criança na boca não a fará ficar mais próxima do pai ou da mãe", explica.

Opinião a favor

Já a psicóloga Cynthia Wood, da Clínica Crescendo e Acontecendo, também em São Paulo, acredita que o hábito não cause nenhum problema. "O selinho dado pelos pais nos filhos é um costume de algumas famílias e uma expressão de carinho sem conotação sexual. Essas crianças não têm as experiências que liguem essa demonstração de afeto com sua sexualidade, portanto não despertam uma sexualização precoce", afirma.